quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Impeachment: oposição convoca cinco reuniões extraordinárias


Minoritária e excluída do comando da comissão que irá analisar a admissibilidade do pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius, a oposição lançou mão do Regimento Interno da Assembleia Legislativa para romper o bloqueio das investigações imposto pelo bloco governista. Com base no artigo 58 do Regimento da Casa, que permite a autoconvocação de comissões com a assinatura de um terço de seus membros, deputados do PT, PDT, PSB, PCdoB e do DEM convocaram cinco audiências para analisar documentos, realizar diligências e ouvir testemunhas. A primeira delas ocorre amanhã às 12h, para ouvir os representantes do Fórum dos Servidores, entidade que apresentou o pedido de impedimento da governadora.

O requerimento foi entregue hoje (30) à tarde ao presidente da comissão especial, Pedro Westphalen (PP), pelos deputados Ronaldo Zulke, Marisa Formolo, Elvino Bohn Gass e Raul Pont.

Além do encontro com o Fórum dos Servidores, a oposição convocou uma reunião para a próxima segunda-feira (5) para ouvir os procuradores do Ministério Público Federal, que ingressam com a ação de improbidade administrativa contra Yeda Crusius. Também ocorrerão audiências nos dias 6 e 7 de outubro para analisar documentos e provas sob sigilo. No dia 8, deverá ocorrer uma audiência para ouvir testemunhas.

Genilton Ribeiro, que sabia da casa e da propina, depõe amanhã


A primeira testemunha a depor na CPI da Corrupção será o secretário adjunto e diretor geral da Administração e dos Recursos Humanos, Genilton Macedo Ribeiro. A reunião será realizada nesta quinta-feira (1º) a partir das 18h.

Segundo informou o ex-presidente do Detran Sérgio Buchmann à Polícia Federal, Ribeiro teria dito que 24% do movimento financeiro gerado pela terceirização dos serviços da autarquia, via fundações, seriam divididos entre o empresário Lair Ferst, que receberia 12%, e os demais participantes do esquema, que ficariam com percentual idêntico. Após a troca das fundações no começo do governo Yeda, Carlos Crusius teria alterado a partilha, ficando a governadora com 11% e reservando apenas 1% para Ferst. A estimativa é de que o montante desviado por mês da autarquia tenha chegado a R$ 2 milhões.

Segundo Buchmann, a conversa com o secretário adjunto teria ocorrido na sala dos Sala dos Mapas, localizada no subsolo do Palácio Piratini. Ainda conforme o ex-presidente da autarquia, Ribeiro ordenou que ele (Buchmann) “calasse a boca” e não falasse mais com a imprensa sobre problemas do Departamento de Trânsito.

De acordo com o depoimento de Buchmann à PF, Ribeiro tinha conhecimento das circunstâncias que envolviam a compra da mansão da governadora Yeda Crusius.

Oposição reapresenta requerimentos rejeitados pelo governo



Como apenas dois dos 24 requerimentos para ouvir testemunhas ou requisitar documentos foram aprovados na reunião da CPI da Corrupção realizada segunda (28), a oposição representou a solicitação para convocação dos ex-presidentes do Detran Carlos Ubiratan dos Santos e Flávio Vaz Netto e também de Walna Villarins Menezes, ex-assessora especial da governadora; Delson Martini, ex-secretário Geral do Governo; Rosi Bernardes, ex-secretária adjunta de Obras; Chico Fraga, ex-secretário de Canoas, entre outros. Ainda foi reapresentado o requerimento que autoriza a CPI a requisitar documentos relativos à compensação de créditos tributários de empresas fumageiras que contribuíram para a campanha tucana, também rejeitado pelo bloco governista.

Outro requerimento convidando os deputados federais Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP) para deporem espontaneamente na comissão de inquérito também foi apresentado pelo deputado Daniel Bordignon (PT).

Yeda será submetida a julgamento popular


O Comitê Fora Yeda - Impeachment Já, formado por entidades sindicais, centrais de trabalhadores, partidos políticos, movimento estudantil e outras organizações populares, vai promover um julgamento popular da governadora, quando os gaúchos poderão responder se Yeda Crusius é culpada ou inocente das acusações de corrupção.

A consulta será realizada dia 7 de outubro. A partir de hoje começa a preparação, quando centenas de urnas serão espalhadas em escolas, repartições, fábricas, igrejas e pontos de aglomeração da população para receberem os votos.

O movimento foi lançado ontem à noite, no auditório Dante Barone, na Assembléia. “No dia 8 de outubro deverá sair a decisão do Legislativo sobre o pedido de impeachment da governadora, formulado pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais. Como o governo tem maioria na comissão especial do impeachment, está dando como certo a negativa desse pedido. Então queremos ouvir a opinião do povo gaúcho e conferir se é a mesma da base governista na Assembléia", explica a presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira.

Antes da consulta, o Comitê Fora Yeda - Impeachment Já promoverá um ato show no próximo domingo (4), com a participação de Nei Lisboa, Leonardo, Nelson Coelho de Castro, Sombrero Luminoso, Família Sarará, Pedro Munhoz, Nancy Araújo/Eduardo Solaris, Mariposa, Lollypops e Bandinha de Dá Dó.

Todos lá, a partir das 15 horas, no Parque Marinha do Brasil, na Avenida Borges de Medeiros.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Proposta de cronograma

Os deputados de oposição apresentaram a seguinte sugestão de cronograma de trabalho ao presidente da comissão de impeachment, Pedro Westphalen (PP), que inclui a realização de cinco audiências, o que, para os parlamentares, é fundamental para a transparência do processo e para a apropriação coletiva de todos os membros da comissão das provas que o compõem.

1ª audiência – 01/10, 5ª feira, às 12h para oitiva dos signatários do pedido de “Impeachment” objeto do processo supra referido;

2ª audiência – 05/10, 2ª feira, às 19h para oitiva dos Procuradores da República, membros do Ministério Público Federal, que apresentaram a ação de improbidade administrativa que tramita contra a governadora do Estado e outros;

3ª audiência – 06/10, 3ª feira, às 19h para análise das provas coligidas pela Comissão Especial, em especial as com base em áudios.

4ª audiência – 07/10, 4ª feira, às 19h para exame das documentações que estão sob sigilo;

5ª audiência – 08/10, 5ª feira, às 19h para ouvida de testemunhas e de informações objeto do processo.

Fora Yeda

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Da série não quero trabalhar



A TV PTSul estava no plenarinho, onde ocorreu a instalação da comissão do impeachment, e flagrou o deputado Alceu Moreira (PMDB) saindo de fininho e ironizando as afirmações do presidente na Assembleia, Ivar Pavan, que, naquele momento, pedia calma para continuar os trabalhos. Ao ouvir Pavan, Moreira vira-se para o deputado Gilberto Capoani, seu colega de bancada e vice-presidente da CPI da Corrupção e pergunta:

- Que trabalho?

Em tempo: o deputado Alceu Moreira é investigado pela Operação Solidária, que apura fraudes em licitações públicas sob responsabilidade do governo do Estado.

Da série baixarias

Aguerrido defensor da governadora Yeda Crusius, o deputado Pedro Pereira (PSDB) também é conhecido na Assembléia pelo temperamento pouco polido. Hoje, durante a reunião para instalação da comissão especial do impeachment, o tucano se irritou com um manifestante e tascou:

- Quer que eu mostre o rabo?

O constrangimento no plenarinho foi geral.

Chico Fraga ameaçou denunciar Zilá


Para demonstrar que a deputada Zilá Breitenbach (PSDB) não tinha condições políticas de ocupar a relatoria da comissão do impeachment - é do mesmo partido da governadora, é presidente estadual do PSDB e líder da bancada tucana da Assembleia - o deputado Elvino Bohn Gass (PT) acrescentou uma nova informação. Segundo o petista, ao ser convocado pela CPI da Detran, Chico Fraga, ex-secretário municipal da gestão de Marcos Ronchetti (PSDB) em Canoas, disse ao prefeito que "iria fazer revelações comprometedoras sobre Marcelo Cavalcante, Delson Martini e a deputada Zilá". Em relação à tucana, as denúncias estavam relacionadas à campanha eleitoral.

O fato está citado em um documento do Ministério Público Federal, que foi lido por Bohn Gass durante a discussão da indicação para a relatoria. Só para recordar, Chico Fraga é indiciado pelas operações Rodin e Solidária, ambas alvo de investigação na CPI da Corrupção.

Indefensável


A base do governo tucano não quis usar o tempo que dispunha - 5 minutos - para defender o nome do deputado Pedro Westphalen (PP) para presidente da comissão do impeachment. Preferiu votar de uma vez, apesar do deputado Ronaldo Zulke ter feito a defesa de Raul Pont para a mesma função. Quando percebeu que Westphalen seria escolhido sem ao menos ser defendido, alguém, no plenarinho, gritou 'indefensável". Antes da votação, Westphalen renunciou à vice-presidência da Comissão Especial de Serviços de Estações Rodoviárias, já que o Regimento Interno da Assembleia veda a dupla função.

Desrespeito geral



A escolha do presidente e da relatora da comissão que vai analisar a admissibilidade do pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius foi um exemplo de desrespeito total ao princípio da proporcionalidade estabelecido nas Constituições Federal e Estadual e que tem norteado a composição das comissões e da mesa diretora do Legislativo. Ao abandoná-lo, passou a valer a lógica da maioria, o que compromete o resultado final do processo.

Por 17 votos a 11, os deputados Pedro Westphalen (PP) e Zilá Breintenbach (PSDB) foram eleitos presidente e relatora. A oposição reivindicava uma das vagas e apresentou os nomes de Raul Pont e Gilmar Sossella como alternativa. Mas não deu outra. Com maioria e ignorando o argumento de que Westphalen é líder do governo na Assembléia e que a deputada Zila é presidente do PSDB e, portanto, não têm a isenção necessária para exercerem as funções, os governistas elegeram o presidente a e relatora.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Maciel e Vaz Netto combinam calendário da propina


3º áudio exibido na sessão de hoje
09/10/07 - 14h35min

Esta conversa entre Flávio Vaz Netto e Antônio Dorneu Maciel não está transcrita.

Bira e Lair: a casa vai cair

Apesar de ser peça-chave na fraude do Detran, governistas não aceitaram convocação de Bira
2º aúdio exibido na sessão de hoje
02/10/2007 - 18h07min

Lair Ferst: Alô.

Carlos Ubiratan dos Santos: Ô, meu doutor.

Lair: Fala doutor.

Bira: E aí?

Lair: Como é que tá o trem?

Bira: Hein?

Lair: Como é que tá o trem? Andando sobre rodas?

Bira: (Risos) Esse aí é o meu novo número, viu?

Lair: Ah, é esse aí agora, é?

Bira: É, mas o meu outro continua funcionando. Esse aí é o funcional.

Lair: Ah, vou anotar aqui então, vou gravar aqui isso.

Bira: Me diz o seguinte, doutor. Vamos marcar aquela reunião?

Lair: Vamos marcar.

Bira: Pois é, meu. Marcar aí pra essa semana aí, tchê.

Lair: (inaudível) só iam me dar palavra quinta-feira, Bira.

Bira: Então vamos falar quinta-feira...

Lair: Então vamos marcar, então. Eu marco e te aviso, tá bom?

Bira: Marca e me avisa. Qualquer horário.

Lair: É, eu marco e te aviso.

Bira: Mas é bom tu me avisar... Amanhã é quarta, é bom tu me avisar de manhã o horário...

Lair: Eu marco e te aviso.

Bira: Pra mim me agendar, porque agora tu sabe que, às vezes, eu tenho alguns compromisso aí que não consigo fugir.

Lair: É, eu marco e te aviso.

Bira: Tá? Então tá, meu...

Lair: Olha aqui, ó. Eu acho que aquela casa lá vai cair, viu?

Bira: Pois é.

Lair: Eu acho.

Bira: (inaudível)

Lair: Vai.

Bira: Tomara, porque o negócio está difícil, cara. Barbaridade.

Lair: Vou te dar uma (inaudível): Vai cair. Olho grande entra cisco.

Bira: É. Tomara.

Lair: Eles perderam os parceiros deles, entendeu? Então vão se fuder porque são burros.

Bira: É.

Lair: Eu não sei burros... Olho grande, viu, bira?

Bira: Tomara que tu tenha razão, viu?

Lair: Espera pra ti ver.

Bira: Tomara.

Lair: Espera pra ti ver.

Bira: Tá certo. Vamos conversar então...

Lair: Pode aguardar, viu.

Bira: Vamos conversar quinta. Só me informa amanhã, viu?

Lair: Tá.

Bira: Pra mim poder me agendar.

Lair: Te informo.

Bira: Tá?

Lair: Te informo.

Bira: Tá bom, meu doutor.

Lair: Ok, abraço.

Bira: Um grande abraço. Tá indo pra aula? Falou. Abraço.

Maciel e Vaz Netto conversam sobre ressarcimento a Bira

Presidenta Stela exibiu novos áudios nesta segunda-feira. Relator Coffy Rodrigues foi embora antes

1º aúdio exibido na sessão de hoje
14/09/2007 - 08h12min

Antônio Dorneu Maciel – oi!

Flavio vaz Netto – bom dia! Tudo bem? (Maciel – bem, querido) - tu tá no Palácio? (Maciel – não, não, não vou naquele troço lá..) - É? Eu me atrasei, tô a caminho de lá.

Maciel – não vou, eu tenho que tirar a barba só, barba grande, eu vou tirar só prá ir na janta hoje.

Vaz Netto – eu também pô! Tô barbudo, mas tô a caminho daquela m.. lá.

Maciel – idiotice! Os caras inventam os troços de última hora, na corrida. Em cima do laço, pô.

Vaz Netto– de hoje prá manhã, "tchê"!

Maciel – vem cá o doutor, alguma coisa nova, não?

Vaz Netto – não, não, tudo..

Maciel – o 'Carlão' tá vindo aqui agora só prá pegar aqueles documentos do 'barba vermelha'.. (Vaz Netto – hein?) - o 'Carlão' tá vindo aqui em casa pegar os documentos do 'barba vermelha' e aí me perguntou ontem como é que ficou, como é que foi o 'coisaredo' , não, tamo providenciando aí e tal. O “pratrazmente” , entende.

Vaz Netto – ele já teve aí?

Maciel – não. Mas tá vindo.

Vaz Netto – tu só enfatiza com ele a questão da assessoria jurídica. Daí tem que ser apartado do resto aí, prá não “desencarola” né.

Maciel – sim, tá combinado. Vou acertar isso com ele.

Vaz Netto – então tá..tá bom..

Maciel – um abraço. Falamos..

(despedem-se e encerra-se a gravação)

Convocação de Walna é recusada por governistas


O depoimento de Walna Vilarins Meneses, ex-assessora especial da governadora Yeda Crusius, indiciada na Operação Solidária e denunciada por improbidade administrativa pelo Ministério Público Federal, também foi vetado pelos governistas que integram a CPI da Corrupção.

Walna está de férias do Palácio Piratini e seu afastamento é visto como uma estratégia para evitar o aumento do desgste da governadora. Há especulações, inclusive, que ela vá ocupar a chefia do escritório de representação do Rio Grande do Sul em Brasília. O posto foi ocupado por Marcelo Cavalcante, cujo corpo foi encontrado boiando em um lago da capital federal em fevereiro deste ano.

Walna aparece em diversas gravações interceptadas pela Polícia Federal tanto na Operação Rodin como na Solidária.

O requerimento que solicitava informações do governo estadual sobre a existência de contratos, em vigor ou vencidos, com 12 empresas acusadas de envolvimento com a fraude no Detran também foi rejeitado pelos yedistas. Deputados do PP, PMDB, PTB, PPS e PSDB ainda votaram contra a convocação do ex-secretário de Transparência Carlos Otaviano Brenner de Moraes, do chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied, e do diretor da empresa Atento, Gilson Justo.
A convocação da viúva de Marcelo Cavalcante, Magda Koenigkan, não pode ser votada por falta de quórum.

Os poderes de Rosi


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Ao recusar a convocação de Rosi Bernardes para depor na CPI, o relator Coffy Rodrigues negou que sua ex-colaborada fosse responsável por editais abrindo concorrências públicas. Entretanto, o deputado Raul Carrion (PCdoB) apresentou documento das secretarias de Obras e Extraordinária da Irrigação, referente ao edital para construção da barragem e Taquarembó, assinado pela engenheira Rosi.
Na opinião dos parlamentares da oposição, o material não deixa dúvidas de que Rosi Bernardes tinha poderes não só para subscrever documentos oficiais em nome do seu chefe - na época Coffy Rodrigues, então secretário de Obras - como também promovia alterações em editais para favorecer concorrentes, manipular e direcionar as licitações.

Assim como o secretário de Irrigação, Rogério Porto, Rosi é indiciada pela Operação Solidária.

Patrola total


A base yedista na CPI da Corrupção votou contra o requerimento solicitando o comparecimento de Delson Martini, ex-secretário Geral de Governo; Delacy Martini, pai de Delson; Chico Fraga, ex-secretário de governo de Canoas; Eduardo Laranja Fonseca, ex-proprietário da casa da governadora; Marcelo Albert, corretor de imóveis; e Pedro Ruas, vereador do PSOL.

Estas testemunhas estão relacionadas à compra da residência da governadora Yeda Crusius. Conforme denúncia encaminhada por Ruas ao Ministério Público de Contas, o imóvel teria sido vendido pelo dobro do preço que a governadora alega ter pago, R$ 750 mil.

Segundo o vereador, a casa adquirida pela governadora gaúcha logo depois das eleições de 2006 foi negociada um ano antes por R$ 1,4 milhão, quase o dobro do valor que Yeda alega ter desembolsado, isto é, R$ 750 mil. Os compradores chegaram a assinar um contrato de compra e venda e dar um sinal de R$ 70 mil. Posteriormente, desistiram do negócio.

Ruas lembra também que o mesmo corretor de imóveis que intermediou a compra da casa para a governadora, Marcelo Albert, rejeitou, anteriormente, uma oferta de R$ 1 milhão pelo imóvel. “A versão da governadora não é crível. Primeiro, o imóvel foi à venda por R$ 1,4 milhão. Depois, o corretor rejeitou uma oferta de compra de R$ 1 milhão por considerar o valor baixo. E, por fim, vendeu a mansão para Yeda por R$ 750mil”,aponta Ruas.

Já Delacy Martini teria sido o comprador do imóvel de Capão da Canoa, que Yeda diz que vendeu para comprar a casa. O apartamento estava bloqueado pela justiça para venda. Delson, o ex-secretarário, teria comprado o automóvel que a governadora alega ter negociado para comprar a mansão em Porto Alegre.

Yedistas recusam depoimentos de Rosi e Neide Bernardes


A convocação de Rosi Bernardes e de Neide Bernardes, ambas indiciadas pela Operação Solidária, também foi recusada pela base yedista na CPI da Corrupção. Rosi foi secretária adjunta na época em que o deputado Coffy Rodrigues (PSDB), relator da CPI, era secretário de Obras.

Considerada o braço direito de Chico Fraga, Neide representaria os interesses da Magna Engenharia - empresa suspeita de ser favorecida em concorrências para execução das obras - no esquema montado para fraudar licitações públicas. Segundo matérias publicadas pela imprensa, Neide era responsável pelo repasse da propina paga pelas empresas beneficiadas a outros integrantes do esquema.

Neide Viana Bernardes também foi flagrada negociando com a ex-assessora da governadora, Walna Villarim Menezes. Walna é ré na ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal, acusada de operar ou se beneficiar do esquema de corrupção montado no Detran.

Flores e arranjos

No dia 23 de maio, a imprensa divulgou o conteúdo de gravações de conversas entre Walna e Neide. No diálogo, elas usavam termos como “flores”, “arranjos”, “bonsai” e “projeto de jardim” que, de acordo com a Polícia, seriam códigos de uma negociação de valores.

Em uma das gravações, em 1º de julho de 2008, Walna pede a Neide que uma entrega seja feita em “dois separados” e depois afirma: “Eu preciso só 20”. “Percebe-se que Neide e Walna não estão falando de flores como deixaram transparecer nas ligações anteriores, ficando mais claro que estão falando de uma importância monetária que será separada em dois envelopes, sendo que um deles será de provavelmente R$ 20 mil”, indica o relatório da PF. O documento também aponta a ex-assessora da governadora como o "elemento de ligação entre o grupo que comandava as fraudes e o Palácio Piratini".

Maioria barra convocação de Bira e Vaz Netto


Para o líder da bancada do PT, o fato dos deputados do PP, PSDB, PTB, PMDB e PPS terem derrubado o requerimento de preferência para convocação de Flávio Vaz Netto e Carlos Ubiratan dos Santos é mais uma evidência de que a base aliada da governadora Yeda Crusius não quer investigar a roubalhera no Detran. "Prmeiro eles tentaram boicotar a CPI se ausentando das reuniões; agora, usam da maioria para impedir a convocação de testemunhas", condenou Elvino Bonh Gass, que considera os depoimentos de Bira e Vaz Netto vitais para elucidação das irregularidades no Departamento de Trânsito.

Na semana passada, Flavio Vaz Netto ocupou vários espaços da imprensa para anunciar que gostaria de ser chamado pela CPI da Corrupção.

Primeiro requerimento aprovado



O requerimento convocando os ex-presidentes do Detran Sérgio Buchmann e Estela Máris Simon, o atual, Sérgio Filomena, e o secretário adjunto de Administração, Genilton Ribeiro, foi aprovado por unanimidade pela CPI na Corrupção (11X0). Como este era o 24º requerimento, o deputado Daniel Bordignon pediu preferência para esta solicitação, conforme acordo firmado entre oposição e base yedista na última quinta-feira.

Nesta segunda-feira, a CPI está realizando sua sétima reunião, sendo este o primeiro requerimento aprovado.

Logo após, entretanto, a preferência para votação do requerimento solicitando a vinda de Flávio Vaz Netto e Carlos Ubiratan dos Santos, também ex-presidentes do Detran, foi recusada.

Tapar o sol com a peneira


Charge: Edgar Vasques

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Áudios comprometedores

A CPI exibiu uma seleção de dez áudios liberados pela Justiça Federal de Santa Maria. As gravações de telefonemas entre réus da Operação Rodin tratam da dificuldade para “acertar a parte da propina para Lair Ferst”, da ameaça de Flávio Vaz Netto de voltar a depor na CPI do Detran e de uma reunião com a governadora Yeda Crusius para tratar do esquema fraudulento montado no Departamento de Trânsito.

Flávio Vaz Netto X José Otávio Germano

Antônio Dorneu Maciel X Flavio Vaz Netto

Antônio Dorneu Maciel X Delson Martini

Homem não identificado X Antônio Dorneu Maciel

José Otávio Germano X Antônio Dorneu Maciel

Flavio Vaz Netto X Antônio Dorneu Maciel

Flavio Vaz Netto X Buti (Luis Paulo Germano, irmão de J. Otávio)

Flávio Vaz Netto X José Otávio Germano

Flávio Vaz Netto x Fabiana

Flávio Vaz Netto X Andréia

STF quer ouvir depoimento de Eliseu Padilha

O Supremo Tribunal Federal (STF) convidou o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB)a prestar depoimento sobre fatos investigados pela Operação Solidária, que apura um esquema de fraude em licitações no Estado. Entre esses fatos está a relação entre Padilha e Maria Dolores Fraga, esposa de Chico Fraga, ex-secretário geral da administração de Marcos Ronchetti (PSDB), em Canoas. Servidora da Câmara dos Deputados, Maria Dolores Fraga trabalhava no escritório político de Padilha no Rio Grande do Sul. O despacho do STF confirma a quebra de sigilo bancário das empresas Fonte Consultoria e Rubi Assessoria, de propriedade de Padilha. Segundo o Ministério Público Federal, as fraudes investigadas pela Operação Solidária podem ter causado um prejuízo superior a 300 milhões de reais para os cofres público.

Baixaria tucana


Post publicado no blog no PSDB nesta sexta-feira mostra que os tucanos perderam completamente a noção da realidade e, na falta de qualquer argumento político que justifique o boicote que o partido patrocinou na CPI da Corrupção, partiram para a mais absoluta baixaria.

A nota, intitulada "Stela foi devidamente encabrestada", além de distorcer os fatos que ocorreram na CPI - afinal, foi a base aliada da governadora que, encurralada pela opinião pública, foi obrigada a voltar a participar das sessões - expressa um comportamento desrespeitoso e machista com a presidenta da CPI, Stela Farias.

Este não é o primeiro ataque desta natureza que o PSDB faz à deputada. O blog Zero Corrupção registra aqui o seu repúdio a mais esta manifestação de misoginia, preconceito e violência contra a mulher.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Boletim especial da CPI - 4ª edição

Sérgio Buchmann será o primeiro a depor


Depois de uma reunião de quase duas horas, realizada hoje pela manhã, na sala da presidência da Assembleia, os deputados Stela Farias (PT) e Coffy Rodrigues (PSDB), presidenta e relator da CPI da Corrupção, anunciaram qu o ex-presidente do Detran Sérgio Buchmann será a primeira testemunha a ser ouvida pela CPI. Os deputados Gilberto Capoani, vice-presidente da CPI, e Daniel Bordignon (PT) também participaram do encontro que tinha sido agendado ontem durante a audiência da CPI.

Na sequência, a CPI receberá a também ex-presidente da autarquia Estela Marias Simon e o atual presidente Sérgio Filomena. Também ficou acertada a convocação do secretário adjunto da Administração, Genilton Macedo Ribeiro, que, segundo depoimento de Buchmann à Polícia Federal e ao Ministério Público o procurou para mandar que "calasse a boca", ou seja, que silenciasse sobre os problemas do Detran. O tema da compra da casa da governadora também teria sido abordado por Ribeiro com Buchmann.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Depoimentos podem começar na próxima semana



A reunião extraordinária solicitada pelo relator da CPI da Corrupção, deputado Coffy Rodrigues (PSDB), acabou durando menos de 15 minutos, mas, na avaliação da presidenta da comissão, teve um desfecho positivo. “Foi uma vitória do compromisso com as investigações. Ficou claro que cada um dos participantes desta CPI está buscando um entendimento que possibilite o andamento dos trabalhos, analisou Stela Farias. Junto com o relator, a deputada anunciou que nesta quinta-feira (24) será realizada nova reunião para acertar os primeiros depoimentos. “Será um encontro de trabalho, onde pretendemos definir os nomes das testemunhas que vamos chamar inicialmente e outros detalhes que ainda estão pendentes”, explicou a parlamentar.

Proposta de trabalho

Clique aqui para ler o documento com a proposta de organização dos trabalhos da CPI da corrupção.

Aplausos à presença do relator


Ao anunciar a presença do relator Coffy Rodrigues (PSDB) na reunião da CPI da Corrupção iniciada há 10 minutos, a presidenta Stela Farias foi aplaudida por pessoas que estão no plenarinho para acompanhar a sessão. Logo depois, a pedido do próprio relator, a audiência foi suspensa para reunião reservada entre os titulares e suplentes da CPI. O reinício da sessão é aguardado para qualquer momento.

Marisa alerta para perigos da omissão


A deputada Marisa Formolo, indicada pela bancada do PT para fazer parte da comissão especial do impeachment, alertou para os riscos da omissão neste momento inédito para a Assembleia e para o Estado. "O povo gaúcho espera que façamos o nosso dever, que é apurar se estas denúncias de corrupção são verdadeiras ou não. Ninguém tem o direito de se omitir nesta hora. O exemplo do que vem acontecendo na CPI da Corrupção, com a ausência sistemática dos oito deputados que integram a base de apoio do governo das reuniões, não pode se repetir nesta comissão especial”, argumentou Marisa.

Etapas seguintes


Após a aprovação dos 29 deputados que formarão a comissão especial do impeachment, o cronograma é o seguinte:

1. Publicação da nominata da comissão na quinta-feira, dia 24

2. Instalação, eleição do presidente e relator dia 29, terça-feira, às 12 horas

3. Parecer do relator em dez dias, ou seja, até o dia 9 de outubro, quinta-feira

4. Publicação do parecer em Ordem do Dia

5. Votação do parecer na Comissão Especial

6. Leitura do parecer e do expediente da sessão plenária, primeira sessão após a votação da comissão especial

7. Publicação da denúncia e do parecer da comissão, no primeiro dia útil após a leitura em plenário

8. Votação do parecer em plenário, 48 horas após publicação

Aprovada comissão do impeachment


A Assembleia aprovou na tarde desta quarta-feira (23) os 29 nomes indicados para integrarem a comissão especial que irá analisar a segunda fase do pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius encaminhado pelo Fórum dos Servidores Públicos e acatado pelo presidente Ivar Pavan. O grupo, aceito por unanimidade pelos 45 parlamentares presentes no plenário, será o seguinte:

PT - Adão Villaverde, Fabiano Pereira, Marisa Formolo, Raul Pont e Ronaldo Zulke
PMDB - Alceu Moreira, Álvaro Boesio, Gilberto Capoani e Sandro Boka
PP - Jerônimo Goergen, João Fischer, Marco Peixoto, Pedro Westphalen e Silvana Covatti
PSDB - Adilson Troca, Paulo Brum, Pedro Pereira e Zilá Breitenbach
PDT - Adroaldo Loureiro, Gilmar Sossella e Paulo Azeredo
PTB - Abílio dos Santos, Aloisio Classmann e Luis Augusto Lara
DEM - Marquinho Lang e Paulo Borges
PPS - Carlos Gomes
PSB - Miki Breier
PC do B - Raul Carrion

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A força dos fatos


Parece que finalmente os deputados que compõem a base da governadora na Assembleia se deram conta de que a estratégia de esvaziar a CPI da Corrupção só contribuiu para aumentar o desgaste de Yeda Crusius. Segundo informações que circulam na Casa e na imprensa, o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, está orientando os parlamentares do PSDB, PP, PPS, PTB e PMDB a voltarem a participar das sessões da CPI.

Quando o boicote começou e a presidenta Stela Farias decidiu manter as reuniões e a exibição dos áudios, vídeos e documentos, ela já tinha previsto este retorno. "A força dos fatos vai determinar esta volta", dizia Stela no início do mês.

Stela coloca CPI à disposição de Flavio Vaz Netto

Após ouvir a entrevista de Flavio Vaz Netto na Rádio Gaúcha, onde ele afirmou que quer depor na CPI da Corrupção, a presidente da CPI, Stela Farias, entrou no ar e colocou a comissão à disposição do ex-presidente do Detran. Segundo Stela, após a divulgação dos áudios onde Vaz Netto afirma que quer voltar à CPI do Detran para entregar a governadora e o ex-secretário geral de Governo Delson Martini, o depoimento de "Vaz Netto é fundamental para elucidar a verdade". Ouça a entrevista.

Pont e Sossella vão disputar presidência e relatoria da comissão do impeachment


Depois de conversar com representantes do PDT, PCdoB, PSB e do DEM na tarde desta terça-feira (22), o líder da bancada do PT, Elvino Bohn Gass, anunciou que a oposição irá apresentar os nomes dos deputados Raul Pont (PT) e Gilmar Sossella (PDT) para ocupar a presidência ou a relatoria da comissão especial que irá analisar a admissibilidade do pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius. “Queremos um dos postos para a oposição, assegurando, com isso, a observância ao princípio da proporcionalidade, que norteia a composição de todas as comissões da Assembleia Legislativa, e a pluralidade na condução do processo”, justificou o líder petista.

A comissão, que será instalada oficialmente na tarde desta quarta-feira (23), deverá eleger o presidente e o relator na próxima segunda-feira (28). A partir daí, começa a correr o prazo de dez dias para a apresentação do relatório final dos trabalhos.

Oposição participará da reunião convocada pelo relator



O deputado Daniel Bordignon (PT) confirma aquilo que a presidente da CPI da Corrupção, Stela Farias, já tinha anunciado. Os integrantes da comissão que representam os partidos de oposição à governadora Yeda Crusius irão particpar da reunião convocada pelo relator Coffy Rodrigues (PSDB), que acontecerá amanhã (23), às 18h.

Indicação de Troca está comprometida


Na avaliação do líder da bancada petista, o conteúdo de dois áudios divulgados pela CPI da Corrupção ontem (21) comprometem a indicação do deputado Adilson Troca (PSDB) para a relatoria da comissão que irá analisar o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius. “As gravações evidenciam que o então relator da CPI do Detran, Adilson Troca, cedeu à chantagem de réus da Operação Rodin. Não podemos correr o risco de que isso se repita”, frisou Elvino Bohn Gass.

Nas interceptações, feitas pela Polícia Federal no dia 21 de maio de 2008, em pleno funcionamento da CPI do Detran, o ex-presidente da autarquia Flávio Vaz Netto afirma que voltará à comissão de inquérito - para “delatar o Delson Martini e a governadora” - caso Troca não defendesse a procuradora Andréa Vieira, que deixou a assessoria da CPI do Detran após ser flagrada repassando informações sobre as investigações para réus da Operação Rodin.

As gravações mostram que Vaz Netto teria incumbido o assessor PP, Sérgio Araújo, de avisar o tucano de que ele iria voltar à CPI e dizer que o ex-secretário Geral de Governo, Delson Martini, estaria pressionando para que o empresário Lair Ferst fosse reintegrado ao esquema com o objetivo de “produzir dinheiro” para pagar contas pessoais da governadora e do PSDB.

No dia 21 de maio, no início da sessão da CPI do Detran, Adilson Troca leu a carta da procuradora solicitando o seu afastamento da CPI e Vaz Netto silenciou. Ou seja, os fatos indicam que o deputado Troca recebeu os recados de Vaz Netto e agiu para que ele não cumprisse a ameaça de voltar à comissão de inquérito.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Depoimento de Sérgio Buchmann

"O nosso tem que acelerar"


Flávio Vaz Netto X José Otávio Germano
23/8/2007

José Otávio - Então tá tudo indo bem, né?

Flavio- Tá tudo se acomodando devagarinho

José Otávio -Então nos encontramos lá

Flávio- Só a última coisinha que tem é que eu tô dependendo muitíssimo do sucesso do Maciel com o cara da Região Metropolitana, aí, hoje ou amanhã, hoje...

José Otávio - Mas não dá bola pô, não é mais o teu problema

Flávio - Eu sei

José Otávio - Tu tá libertado, tchê

Flávio- Eu sei, tu não faz idéia o que o bafo na nuca

José Otávio - Pois é, mas pensa sempre na libertação, não tendo um não tem os outros, cara

Flávio - Mas o nosso, ele é jeitoso, ele vai resolver hoje. E eu nem tô querendo chegar perto deste problema

José Otávio - Agora cuida do resto, o nosso tem que acelerar

Flávio- Tá tudo bem, tudo certo, as coisas andando, acontecendo, acho que tá tudo redondo

José Otávio - Então tá, falamos amanhã lá

Maciel e Vaz Netto falam sobre a solução do problema do cara da miss


Antônio Dorneu Maciel X Flavio Vaz Netto
08/08/2007, às 19:22


Flávio: Oi.

Maciel: Pode ouvir um pouquinho?

Flávio: Posso.

Maciel: Tu tá em casa, já?

Flávio: Não. Tô indo aló no (inaudível) fazer um carinho no Paulo (inaudível).

Maciel: Olha aqui, a tua conversa com aquele homem que tem um floresta silvestre, aquele (inaudível)...

Flávio: Sim...

Maciel: Né? Foi com ele que tu conversou aquela posição aonde vai ficar o ex-miss, né?

Flávio: Isto.

Maciel: Tá. Ele vai compor uma situação lá? Como é que ele vai fazer?

Flávio: Vai. (Inaudível) a parte dele e o resto ele, o Silvestre, resolve.

Maciel: Sim. Ele, Silvestre, vai acertar com quem?

Flávio: Ele resolve. Não quero... eu prefiro até que nem me diga.

Maciel: Ah, tu não quer nem saber da onde ele vai resolver? O Silvestre vai resolver?

Flávio: Isso.

Maciel: E ele vai atender o ex-miss? É isso?

Flávio: Isso.

Maciel: Não entra nessa nossa composição aqui.

Flávio: Não.

Maciel: Nada, né?

Flávio: Não, não... Entra no novo formato, dentro daquelas projeções que nós tinhamos feito.

Maciel: Sim, sim...

Flávio: Tá?

Maciel: Sim, mas não entra nesses quarenta aqui, não mexe nisso aqui.

Flávio: Não, entra sim! É daí que sai. É daí que sai. Mas ao final fica melhor.

Maciel: Pois bem, mas então nós precisamos fazer uma conversada porque estou aqui na casa do nosso amigo...

Flávio: Sim...

Maciel: ...E ele entendeu isso de ti e entendei que eles entenderam assim também, entende? Tem que ficar direitinho essa equação. Junho nós estamos liquidando, tá?

Flávio: Hein?

Maciel: Junho nós estamos liquidando aqui agora.

Flávio: Tá, tá bem.

Maciel: Mas como o julho já está vindo aí, acho que nós precisamos dar uma conversada antes.

Flávio: Não tem problema. Tu quer que eu vá pro encontro? Em meia-hora estou liberado.

Maciel: Não, em meia-hora nós estamos fora. Tu tinha que passar aqui antes de ir lá, se tu puder. Mas a gente pode amanhã, não tem problema. Isso a gente pode conversar (inaudível) amanhã...

Flávio: Tá bem.

Maciel: Não é? Porque já vai acontecer daqui a pouco o julho.

Flávio: Aham, exatamente.

Maciel: Daí nós conversamos com o (inaudível) então.

Flávio: Tá bom, então tá.

Maciel: Tá? Junho nós liquidamos agora e tu manda pro Hermínio a parte do...

Flávio: Uhum, tá bem.

Maciel: Tá?

Flávio: Ok. Feito

Maciel: Combinado?

Flávio: Combinado.

Maciel: Abraço

Flávio: Outro.

"O que Buchmann disse é gravíssimo'

"...e o Wenzel disse assim "então ele sabia da casa", o resto ele não se impressionou com nada, ele só disse assim "falou da casa?..." Ao destacar este trecho do depoimento do ex-presidente do Detran Sérgio Buchmann ao Ministério Público Federal, o líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass reforçou a necessidade de José Alberto Wenzel comparecer à CPI, assim como o secretário adjunto da Administração, Genilton Macedo Ribeiro. Nesta parte, Buchmann conta aos procuradores sobre uma conversa que manteve com o então Chefe da Casa Civil de Yeda, José Alberto Wenzel, quando relatou a ele detalhes de um outro diálogo, mantido com Genilton Macedo Ribeiro.

"Considero revelador que o Chefe da Casa Civil tenha dado mais importância ao tema da casa, que eu presumo seja a mansão da governadora, do que ao pedido de demissão que Buchmann apresentava naquele momento", explicou Bohn Gass.

O deputado lembra que Buchmann foi escolhido para presidir do Detran a fim de resolver os problemas da autarquia pendentes desde as gestões de Flávio Vaz Netto e Stela Maris Simon. "Buchmann era o terceiro presidente e os problemas não se resolviam. Foi nomeado por sua experiência. Não era um opositor de Yeda, era alguém de sua confiança. Então, seu depoimento tem toda a credibilidade."

"O que Buchmann disse é gravíssimo. Segundo ele, Genilton o procurou para mandar que "calasse a boca", ou seja, não deveria expor à sociedade os problemas do Detran e, de modo especial, sua posição contrária ao pagamento da famigerada dívida da autarquia com a empresa de guinchos Atento. Contudo, a conversa com Genilton acabou revelando a Buchmann detalhes de toda a fraude do Detran, incluindo até mesmo a casa da governadora. Mas como ele não aceitou ser cúmplice da quadrilha, acabou demitido."

Ouça aqui o trecho exibido na CPI do depoimento de Sérgio Buchmann ao MPF.

Bordignon pede convocação de Wenzel



Após assistir o vídeo onde o ex-presidente do Detran Sérgio Buchmann revela que conversou sobre a compra da casa da governadora com o ex-chefe da Casa Civil José Alberto Wenzel, o deputado Daniel Bordignon pediu a sua convocação pela CPI da Corrupção.

Delson Martini confirma reunião de José Otávio com Yeda

Antônio Dorneu Maciel X Delson Martini
29/10/2007, às 10:19


Maciel: Alô..

Martini: Alô..

Maciel: O José Otávio vai tar com ela onze meia... meio dia...

Martini: ahh então tá... então é possível que seja pra me encontrar com ele lá tambem tá..

Maciel: tá ok um abraço...

Martini: ok então tchau tchau...

"Só pra te avisar que saímos da governadora agora"


Homem não identificado X Antônio Dorneu Maciel
29/10/2007, às 13:36


Maciel: sim...

HNI: oi...

Maciel: hein...

HNI: só pra te avisar que saímos da governadora agora... eu e o José Otávio.

Maciel: foi bom?

HNI: foi nota onze... liga pro Zé...falamos muito em tí..

Maciel: só vocês dois?

HNI: só nós três...

Maciel: sim... vocês . dois e ela..

HNI: nós dois e ela...foi muito bom...

Maciel: ótimo

HNI: até no teu chefe...

Maciel: sei...

HNI: essa moça aí que trabalha contigo...

Maciel: ótimo...

HNI: tá...

Maciel: beleza...

HNI: liga pro Zé e pergunta como é que foi?

Maciel: parabéns !

HNI: tchau..

Maciel: vamo lá na foto do Turra...

HNI: hã..

Maciel: vamo lá na foto do Turra...

HNI: hã...

Maciel: inaugurar a foto do Turra....

HNI: a é as duas horas?

Maciel: é...

HNI: a que coisa...tá vo lá tchau...

"A minha conversa ontem lá com a senhora aquela"


José Otávio Germano X Antônio Dorneu Maciel
30/10/2007, às 10:45


José Otávio Germano: Maciel...

Maciel:

José Otávio Germano: a minha conversa ontem lá com a senhora aquela...

Maciel: sim...

José Otávio Germano: num determinado momento eu falei pra ela...abre espaço pro Presidente lá daquele lugar lá...

Maciel: tá...

José Otávio Germano: que eu preciso trabalhar...depois de falar com ele ou ele falar com o meu amigo que também está lá..

Maciel: sei...

José Otávio Germano: então.. agora estou parado esperando o movimento deles ai entendeu?

Maciel: ta... ta bem...

José Otávio Germano: agora.. não todos os dias que eu to em Porto Alegre... semana que vem toda eu não to...então.. entendeu?

Maciel: eu hoje depois do meio dia... agora ao meio dia vou ter um encontro dele lá com ela eu vou junto com ele, vamos ver se sai alguma coisa...

José Otávio Germano: pois é...é.... amanhã eu vou ta em Porto Alegre de tarde por exemplo essas coisas....

Maciel: ta... ta combinado...

José Otávio Germano: me vê isso aí tá...

Maciel: cuido... olha aqui.. o Barão não me ligou... eu precisava ligar rapaz.. bah...

José Otávio Germano: pode ligar pra ele pô...ele tá esperando tu ligar...

Maciel: ta bom.. vou ligar...

José Otávio Germano: pode ligar...ta valeu..

Maciel: abraço...

José Otávio Germano: depois me avisa tá...

Maciel: abraço querido... tchau...

"Se eu não matar, mando o Delson matar"


Flavio Vaz Netto X Antônio Dorneu Maciel
23/08/2007, às 19:57


Flavio: Alguma novidade?

Maciel: Não, tudo quieto, tudo direitinho, o, o, amanhã vou ligar pro Chico, marcar com ele pra segunda ou terça conversar com ele (inaudível) mas é que não deu, me atrapalhei, não consegui. Os teus assuntos tão evoluindo, esses daí?

Flavio: Tá, eu tô com o retorno lá do centro do estado que a proposta aquela tá tudo ok, tá praticamente resolvido.

Maciel: Certo

Flavio:

Maciel: Sim

Flavio: A questão desse mês aí, os relatórios desse mês aí...

Maciel: Ah

Flavio: Já, já tão concluídos e tal.

Maciel:

Flavio: Tá, pelo menos uma das partes já tá resolvida, falta...

Maciel:

Flavio: Falta concluir as outras duas partes.

Maciel:

Flavio: Entende-se?

Maciel:

Flavio: Mas tá bem, acho que, acho que tá bem. Eu tenho que só resolver essa pendência que tá contigo aí, que resolvido isso...

Maciel:

Flavio: Aí reina a paz.

Maciel: Tá, isso, isso ai eu mato. Se eu não matar, eu mando o Delson matar.

Flavio:

Maciel: Entendeu, isso aí se eu não conseguir sozinho ele faz.

Flavio: Então tá.

Pra tirar o sono, por enquanto, só o cara da miss


Flavio Vaz Netto X Buti (Luis Paulo Germano, irmão de J. Otávio)
15/08/2007, às 20:48


Buti: Te inteiraste de algumas informações?

Flavio: Me inteirei, me inteirei.

Buti: ah

Flavio: É, na verdade, é eles imaginam lá que esteja havendo ajuda aí do, do...

Buti: Vamos fazer o seguinte o, amanhã tu vai tá ai em Porto Alegre?

Flavio: Eu vou chegar a tardinha, porque no meio do caminho eu tenho um compromisso.

Buti: É?

Flavio: Pro Detran. Eu vou chegar a tardinha, mas não tem nada de novo nem nada pra tirar o sono viu.

Buti: É?

Flavio: É, tá.

Buti: Nada, nada que seja pra tirar o sono?

Flavio: Não, tá

Buti: Então tá. Tá bom, aí tu...

Flavio: Pra tirar, pra tirar o sono por enquanto só o cara da Miss.

Buti: Aham, é, eu imagino, eu imagino.

Flavio: Tá, fora isso o resto tá tudo ok.

Buti: E lá tá administrado?

Flavio: Tá, esse assunto tá, me parece que tá bem, não, não vi maiores, e ficou combinada uma ação articulada também.

Buti: Tá

Flavio: Vai haver uma reunião amanhã, ou depois de amanhã, não me lembro.

Buti: Tá, não tudo bem, a gente fala aqui daí, eu só queria dá o reporte de que não há nada pra, pra, pra se ter nehum tipo de preocupação de hoje pra amanhã.

Flavio: Não, não, não. Não há.

Buti: Tá

Flavio: Tá

Buti: Tá bom, tá bom.

Flavio: Tá bom então.

Buti: Falamos aqui então, um abraço.

Flavio: Um abraço Buti, tchau.

Buti: Valeu, tchau, tchau.

José Otávio Germano sugere a Vaz Netto marcar audiência com Yeda


Flávio Vaz Netto X José Otávio Germano
29/08/2007, às 12:17


José Otávio Germano: Alô.

Flávio: Oi.

José Otávio Germano: Bom dia, Presidente.

Flávio: Senhor tá bem?

José Otávio Germano: Tudo certo?

Flávio: Tudo, tudo, tudo andando.

José Otávio Germano: Tudo andando bem, né?

Flávio: É, o assunto da região metropolitana ficou muito mal ontem.

José Otávio Germano: É mesmo?

Flávio: É, muito mal. Acho que tem que tratar dentro do governo isso.

José Otávio Germano: Por que ficou mal?

Flávio: Por que houve uma insurreição total. O cara se insurgiu total.

José Otávio Germano: Sim, mas de novo a minha tese, né? Isso não é assunto teu mas...

Flávio: Claro, exatamente... É como tô me comportando. Mas é ruim, né, tchê? Porra, tá, tu ficar mascando esse troço...

José Otávio Germano: Por que tu não vai falar com ela lá?

Flávio: Eu já pedi uma audiência.

José Otávio Germano: Claro.

Flávio: Já pedi audiência.

José Otávio Germano: Lógico.

Flávio: Já pedi uma audiência.

José Otávio Germano: É... E manda avisar que tu pediu, entendeu?

Flávio: É...

José Otávio Germano: Que quem decide não é tu. E o resto lá fora tá bem?

Flávio: O restá tá bem, tá tudo redondo.

José Otávio Germano: Já acertaste tudo?

Flávio: Sim. Já, inclusive, já andou. Uma parte já andou. A outra parte, o Carlão me ligou agora e não consegui falar com ele ainda.

José Otávio Germano: Tá.

Flávio: Não consegui retornar. Mas vou retornar por que provavelmente seja a respeito disso.

José Otávio Germano: Tá.

Flávio: Tá? Que tinha dado o comando que o os caras terminassem ao menos com isso, pronto e tudo resolvido.

José Otávio Germano: Isso.

Flávio: Tá?

José Otávio Germano: Isso é importantíssimo.

Flávio: Ele me ligou mas eu estava no outro telefone e ainda não consegui retornar. Vou retornar pra ele por que deve ser sobre isso.

José Otávio Germano: Tá. Flávio...

"Calma, gatinho" - Vaz Netto diz que vai delatar Delson Martini e a governadora


Flávio Vaz Netto x Fabiana
Dia 21/05/2008, às 12:20

Fabiana - Oi

Flávio Vaz Netto – Ehhh.. liguei para o gabinete do Troca..vô dizer que tô.. vô dizer prá ele.. deve me retornar..eu vou pedir prá voltar a CPI.. vô.. vou delatar o Delson Martini e a governadora.

Fabiana – calma “gatinho”, calma.. respira fundo antes. Calma.. calma..

Flávio Vaz Netto – nã..nã.. não vou deixar (Fabiana – calma)..tô.. tô apanhando muito.. tô apanhando muito.. os.. os meus tão apanhando.. os meus não.. as pessoas que tem ligação comigo apanhando e ninguém se mexe. Já botei guizo no Frederico também.

Fabiana – não.. tudo isso eu acho que tá certo, só que tu tem que tomar cuidado. Lembra que a loca da Estela Farias e o Elvino Bon Gass tavam dizendo o que, tavam dizendo que tu tava fazendo ameaças. - incompreensível – então.. sabe ele sabe mais do que falou.

Flávio Vaz Netto – eu vou lá.. eu vou lá prá dizer do que se trata. Eu nou vou ser conflitante com nada do que eu disse na Polícia Federal. Eu vou ser mais,.. mais esclarecedor, digamos assim. .. filhos da puta..sem-vergonhas... safados.

Fabiana – só não pode dizer dessa forma. Eu concordo totalmente contigo. Totalmente contigo. Só tem que ter sangue frio nesta hora porque a única pessoa que tá por tí somos nós mesmos.

Flávio Vaz Netto – é.. exatamente porque se está sozinho (Fabiana – então de repente botar – incompreensível) eu botar no cu desses filhos da puta tudo.. esses corruptos.. filhos da puta de merda.

Fabiana – só não pode caracterizar que é via .. o que que eles tavam falando.. porque o que que eles tavam falando, que tu tava chantageando o governo. Que tu sabia mais do que.. que está lá.

Flávio Vaz Netto – incompreensível.. é o que eu disse.. eu só vou aprofundar.. eu só vou dar .. eu só vou revelar o teor da minha conversa com o Delson. Apenas isso. – filhos da puta.. cretinos

Fabiana - ahh são..são uns filhos da puta mesmo.

Flávio Vaz Netto – tenta.. tenta.. tenta ver como é que está andando a coisa com a Antonieta aí, tá?? (Fabiana – eu acho que ela está reunida. Não tem como falar com ela agora.) tá.. eu já dei o recado pro chefe de gabinete do Troca. To pedindo pra voltar a CPI. Ele vai ter que me ligar, ele não é louco.

Fabiana – já deu o recado?? (Flávio Vaz Netto – já dei) Flávio tu vai ser massacrado nessa CPI; prá que que tu vai lá?? (Flávio Vaz Netto – não .. não.. não vou ser.. vou negociar com o PT. Já que .. já que não posso contar com os meus, vou negociar com o PT. Tá bom.. eu te ligo depois.) Pensa, .. pensa bem meu “gatinho”, não sei não. Tu sabe que essa gente é louca. Eles querem o teu sangue de canudinho.

Flávio Vaz Netto – é.. tá bom.. então tá.. um beijo aí. ( Fabiana – se tiver novidade eu te ligo.. tu também tá!! fala com o Paulo e me liga..) tá ok.. (Fabiana – prá saber se ele conseguiu a denúncia) tá bom, tá ok..

Vaz Netto diz que Frederico Antunes não é leal


A CPI da Corrupção começou a ouvir, neste momento, mais uma seleção de aúdios liberados pela juíza Simone Barbisam, da 3ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria, e que compõem a ação civil de improbidade administrativa do Ministério Público Federal. No decorrer da sessão, também será apresentado um vídeo.

A primeira gravação, do dia 21/5/2008, mostra uma conversa entre o ex-presidente do Detran Flavio Vaz Netto e a procuradora Andréia Vieira. No diálogo, Vaz Netto e Andréa conversam sobre a saída dela da assessoria da CPI do Detran, situação que fez Vaz Netto ameaçar voltar a depor na comissão para revelar a verdade.

Flávio Vaz Netto X Andréia
21/5/2008, às 19:23


Andréia – alô!

Flávio – e aí doutora, tou te atrapalhando muito?

Andréia – não, não, eu tô aqui agora..., tô aqui no gabinete do Trocca ainda. Eu quero deixar, eu quero sair logo agora. Antes quando tava começando a sessão – incompreensível – então eu tô deixando..

Flávio – ahh. Tu tá na Assembleia ainda?

Andréia – ainda tô; não saí ainda. Tô aqui no gabinete do Trocca.

Flávio – e como é que se comportou o Frederico aí contigo?

Andréia – muito bem.

Flávio – eu enchi ele a osso hoje duas vezes.

Andréia – é, muito bem.

Flávio – falei com o Melinho, falei com a Deise..

Andréia – e o Troca quando subiu do plenário, veio conversar comigo, né e eu disse que já tinha tomado a decisão, do meu afastamento, que eu tava redigindo a carta, que eu tava aqui numa outra sala aqui no gabinete redigindo a carta prá assessoria de imprensa dele. Porque nós temos aquele estilo de escrever mais rebuscado, então, eles enxugam, né, eles tem um tipo de redação mais objetiva. E aí eu passei lá prá conversar com ele e ele disse não, ele teve lá no plenário, e o Frederico tava lá no plenário e tinha falado com o Fabiano e que tavam todos conversando e que iam se manifestar, que já tinham combinado, e que o Troca ia ler e que a partir de então todos iam se manifestar. E que estavam todos indignados e que até o Kalil Sebbe...

Flávio – tu sabe, tu sabe como é que se deu isso, né?

Andréia – Hum?

Flávio – pergunta prô Melinho que ele te conta.

Andréia – o que?

Flávio – eu atropelei o Melinho de manhã,

Andréia – ele me disse... (Flávio – hein?) - ele me disse. Ele subiu aqui no Troca prá me dizer isso. Que tu tinha ligado e que aí ahh.. parece que o Serginho falou que tu tinha ligado, e aí ele te ligou, e depois ligaram o Frederico, passaram o telefone prô Frederico, alguém ligou a pedido do Frederico prá ti, e que tu tinha falado. Que tu tinha brigado com eles.

Flávio – é; eu disse olha Frederico, eu vou romper contigo. Depois de enchi ele de osso. Disse, olha eu vou romper, porque tu não é leal e aí – incompreensível – o pau. Eu disse, comigo vocês podem, nunca reclamei Frederico tu não ter feito, não ter dito uma palavra em minha defesa. Nunca te telefonei prá reclamar. Nunca. Não telefonei mesmo. Agora prá uma pessoa, profissional séria, com dignidade, que fez setenta perguntas prá mim, entendeu, que tá aí com isenção prá ajudar, essa eu não vou aceitar. Essa eu não vou aceitar, Frederico. Não vou aceitar. E mandei dois e-mails prô Trocca. Mandei um pedindo que ele me ligasse, ele não me ligou,...

Andréia – é, essa ele me perguntou 'o que é que o Flávio tá me ligando' eu disse, eu não sei. Eu não posso, eu não posso falar.

Flávio – e o segundo, eu mandei dizendo que, mandei o recado pelo Serginho prá ele, que ele me atendesse. Que a pauta era o que eu iria revelar do Delson Martini; e que eu tava me dispondo a ir de novo na CPI. E mandei o segundo e-mail agora no fim do dia, pedindo a ele que marcasse dia e hora prá mim comparecer na CPI prá ser reinquirido. Tô aguardando prá ver.

Andréia – não fazer, né!

Flávio – hein?

Andréia – não vão fazer, e o Azeredo, sabe o que é que a Rosane queria, parece que o Serginho contou e parece que queriam perguntar prá Nanda, assessora de imprensa do Trocca, que queria botar, que a Rosane queria botar que eu era amante.

Flávio – que era o que??

Andréia – tua amante!

Flávio – minha amante?

Andréia – tua amante. Mas eu disse é uma barbaridade. Eu sou amiga da mulher, eu sou amiga da família, se fizerem isso vão tomar uma ação, bem.. não fizeram isso porque sabem que poderiam tomar uma ação.

Flávio – mas que barbaridade.

Andréia – hum...hum..!

Flávio – não que tu seja uma mulher que não inspire assim os mais profundos desejos num homem como eu... (risos)

(…)

Andréia – eles não querem atingir a mim, nem a ti nem quem quer que seja. Eles querem atingir o relatório.

Flávio – o Melinho não te disse que eu tava subindo pelas paredes?

Andréia – ele me disse que tu tava subindo pelas paredes. E eu imaginei.

Flávio – enchi a osso todos eles.

Andréia – (risos)

Flávio – o Frederico chamei de desleal, de tudo..

Andréia – mas posso te dizer que o 'neguinho' se redimiu comigo. O neguinho foi prá lá inclusive disse que era teu amigo. E se é por isso, eu sou amigo do Flávio Vaz Netto. Disse isso.

Flávio – isso custou, custou, meia hora de conversa telefônica; e ele, depois que conversou com o Troca e com o Fabiano ele me retornou a ligação e eu como tava sem paciência, ele me relatou e eu enchi ele de osso de novo. Eu disse prá ele, olha Frederico, de tudo quanto tu me deve, tu cuida especificamente desse assunto com a Andréia, que tu tá remido comigo. Nós tamo zero a zero e tu vai prô teu lado e eu vou prô meu e fica bem assim. Não, que é isso, eu disse é isso mesmo.

(...)

Zulke substitui Fabiano


O deputado Ronaldo Zulke substituirá o deputado Fabiano Pereira como suplente do PT na CPI da Corrupção. Zulke e Fabiano também representam o partido na comissão especial do impeachment.

Reunião com a OAB


Nesta terça-feira (22), às 18h30min, a presidenta da CPI da Corrupção encontra-se com o presidente da OAB para conversar sobre os andamento dos trabalhos da CPI. Desde antes da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, Stela Farias e Cláudio Lamachia firmaram parceria a favor das investigações.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Há outras alternativas, deputado Fichinha


O deputado João Fischer (PP), um dos integrante da CPI da Corrupção que tem boicotado as reuniões, encaminhou um ofício à secretaria da comissão questionando o nome da CPI. Apresentamos aqui algumas alternativas ao parlamentar:

CPI da Improbidade Administrativa
CPI da Formação de Quadrilha
CPI do Desvio e Lavagem de Dinheiro
CPI do Enriquecimento Ilícito

Fabiano quer ir a Brasília buscar informações sobre a morte de Marcelo Cavalcante


O deputado Fabiano Pereira (PT) está propondo a formação de uma comitiva para ir a Brasília cobrar a conclusão do inquérito sobre a morte de Marcelo Cavalcante. “Os áudios mostram que o ex-assessor da governadora sabia muito. E sua morte até agora não foi esclarecida”, justifica, recomendando que os parlamentares procurem a Polícia Civil, o Ministério Público e o governo do Distrito Federal.

PT indica nomes para a comissão do impeachment

Adão Villaverde, Fabiano Pereira, Marisa Formolo, Ronaldo Zulke e Raul Pont. Estes são os cinco nomes indicados pela bancada petista para compor a comissão especial de 30 parlamentares que vai analisar o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius. O prazo para as bancadas apresentarem seus representantes encerra logo mais, às 18h.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Boletim Especial da CPI

Morte de empresário é lembrada na CPI



Na reunião de hoje da CPI da Corrupção, o deputado Paulo Azeredo (PDT) manifestou pesar pela morte de Nestor Mähler, encontrado sem vida na manhã de ontem em Itumbiara (GO). Mähler era ex-presidente da multinacional Alliance One – uma das indústrias fumageiras suspeitas de ter doado R$ 200 mil de forma irregular à campanha de Yeda Crusius.

Em maio deste ano, Azeredo esteve, juntamente com o deputado Daniel Bordignon, na secretaria da Fazenda para buscar informações sobre os créditos de ICMS referentes às exportações recebidos pelas empresas Alliance One e CTA Tabacos, a outra indústria do setor suspeita de ter aportado dinheiro no caixa dois da campanha tucana.

Na secretaria, os parlamentares receberam um ofício informando que a Alliance One ocupava o primeiro lugar entre as empresas que receberam os créditos e a CTA o terceiro lugar. Entretanto, a Fazenda não informou quanto cada empresa recebeu, alegando que isto seria quebra de sigilo.

Zulke quer participar da comissão do impeachment


O deputado Ronaldo Zulke (PT) revelou que se colocou à disposição da bancada petista para ser um dos cinco representantes do partido na comissão especial de 30 parlamentares que analisará o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius. Mesmo não sendo titular nem suplente da CPI na Corrupção, Zulke tem comparecido às sessões e se diz estarrecido com o que tem presenciado. "Eu não participei da CPI do Detran, então a minha surpresa com o teor destas gravações talvez seja maior do que a de outros colegas. Estou chocado. Nunca tinha ouvido algo tão comprometedor envolvendo um governador gaúcho", avaliou o deputado após a reunião desta quinta-feira.

Vaz Netto ameaçou revelar esquema para pagar as contas da governadora


Indignado com o afastamento de Andréa Flores Vieira da assessoria da CPI do Detran, Flávio Vaz Netto ameaça retornar à CPI e revelar que foi pressionado por Delson Martini a resgatar Lair Ferst para pagar as contas do PSDB e as contas pessoais da governadora Yeda Crusius.

Íntegra da conversa

Serginho - Alô!

Flávio Vaz Netto – alguma novidade Serginho?

Serginho – bom, acho que vão sacanear a nossa amiga mesmo, porque eles vão pressionar prá tirar ela. (Flávio Vaz Netto – é, né??) Eu ouvi uma entrevista do, do Capoani dizendo que agora ela não tem mais condições.. - incompreensível.. é PMDB, é da base..

Flávio Vaz Netto – que coisa louca, hein tchê! Que coisa louca... Serginho eu não quero tá me...

Serginho - Mas essa é a tática deles, tu que sabe que esta tática é deles.

Flávio Vaz Netto – é.. é.. é.. eu mobilizei o Frederico aí, enchi-lhe a osso de manhã, ele me retornou nervoso que falou com o Trocca, falou com não sei quem.. então para minimamente preservá-la. (Serginho – hã hã) tá..

Serginho – incompreensível - ...foi o que eu disse agora pro rapaz que é o...o..o..jurídico da CPI, né.. foi ele que me disse isso, que acha que não tem volta..e tal, não sei o que.. eu disse prá ele, 'vem cá, pelo menos vocês não vão fazer isso com ela publicamente, com ela presente, não é?! Querer votar alí pela saída dela. Pelo menos vão...' (incompreensível)

Flávio Vaz Netto – o Serginho, eu não quero tá abusando da nossa amizade, mas tu me faria uma gentileza??

Serginho – mas claro Flávio, pode pedir.

Flávio Vaz Netto – eu mandei um e-mail pro Trocca pedindo que ele fizesse um contato comigo; eu liguei três vezes. Ele não me retornou. Falei com o chefe de gabinete dele, falei com um tal de parece Cristiano, se não me falha a memória, uma coisa assim. Bom... (Serginho – humm) Parece que é, não me lembro.. e aí..como não funcionou mandei um e-mail pedindo que ele entrasse em contato comigo até as três da tarde senão eu vou dar uma entrevista no final do dia aí..botando a boca no trombone. (Serginho – huhumm) bom.. não teve retorno. E não eu queria que tu dissesse pra ele, na orelhinha dele, 'olha o Flávio tá pedindo um contato contigo.. porque ele vai pedir o retorno da CPI e vai...'

Serginho – eu tenho intimidade pra fazer o que tu tá me pedindo...

Flávio Vaz Netto - bom..e..

Serginho – porque ele me conversa muito, ele me chama lá pra me perguntar uns troço...

Flávio Vaz Netto- esse troço da Andréia incomodou tanto ele que ele tá disposto a vir aqui prá dizer, que foi pressionado pelo Delson, tá, prá resgatar o Lair Ferst, tá, porque segundo palavras textuais do Delson tinham contas da campanha e da Governadora pra pagar. Tá. Então que eu to pedindo que ele agende uma segunda ida minha na, na CPI. Eu vou clarear isso.

Serginho – mas o que tu que mesmo é que ele te ligue, tu quer falar com ele, né?

Flávio Vaz Netto – não, não. Eu quero que tu diga isso. Não tenho mais interesse em falar com ele.

Serginho – ah, tu não quer mais falar com ele.

Flávio Vaz Netto- Não, não quero mais. Como ele..como ele, se ele quiser me ligar que me ligue, que aí eu digo isso pra ele que tô te dizendo.

Serginho – tá bom

Flávio Vaz Netto - Senão, que a razão do..pode dizer pra ele que a razão do que ele quer conversar contigo é combinar uma nova data para ele vir a CPI.. ele não quer fazer isso através do Fabiano e do.. e do.. Azeredo.. porque ele quer dizer as razões, ele quer relatar à CPI que ele foi pressionado pelo Delson prá resgatar o Lair prá produzir dinheiro pra pagar as contas do PSDB e pra pagar as contas da governadora, tá (Serginho – hum) contas pessoais da Governadora e eu não quis dizer isso na primeira, na primeira ida..

Serginho – eu faço isso mas eu acho que o impacto de tu dizer isso é muito maior do que eu transmitir, mas eu vou dizer isso, vou falar com ele agora

Flávio Vaz Netto
- mas tu diz.. olha, ele tá no telefone tal e tá disposto a falar contigo..

Serginho
- tá bom!!

Flávio Vaz Netto - tá?!.. se ele silenciar eu vou requerer por escrito a presença na CPI.

Serginho – tá bom!!

Flávio Vaz Netto - me dá um retorno??

Serginho – claro.. to indo lá fazer isso prá ti agora

Flávio Vaz Netto - Brigado, querido, uma abraço.

"É, eles tão chegando perto"


Durante a CPI do Detran, Flávio Vaz Netto e Antônio Dorneu Maciel, os indiciados pela Operação Rodin, mantiveram intensos contatos telefônicos, onde trocavam impressões sobre o transcorrer da comissão. Numa dessas conversas, em 14 de maio de 2008, eles comentam sobre a proximidade das investigações dos caras “que mexeram com o dinheiro da campanha dela”.

Íntegra da conversa


Maciel
- (…) mas o Fabiano tava dando uma coletiva a pouco, ehhhh,

Flávio Vaz Netto – mencionando a minha convocação..

Maciel – é. … explicando porque precisa, porque não precisa. Apresentou uma cópia do contrato do comitê da Yeda assinado pelo Bordini e pelo Lair.

Flávio Vaz Netto – contrato de que??

Maciel – de aluguel do comitê da campanha.

Flávio Vaz Netto – pelo Bordini e pelo Lair?

Maciel
– assinado pelo Bordini e pelo Lair.

Flávio Vaz Netto – é.. eles tão chegando perto, hein!

Maciel
– é...

Flávio Vaz Netto – chegando nos caras aí que mexeram com o dinheiro da campanha dela.

Maciel – tem qualquer coisa no Uruguai, viu!

Flávio Vaz Netto – hein?

"Se realmente o que está colocado nesta carta estiver acontecendo, o governo vai acabar"


Íntegra da segunda gravação apresentada hoje - conversa entre Lair Ferst e Marcelo Cavalcante

Lair Ferst – Marcelo eu queria saber.. os detalhes da carta..como é que ficou.. tu podia me dizer, como é que.. não sei se a carta a Governadora recebeu, não recebeu..

Marcelo Cavalcante – foi o seguinte, foi o seguinte óhh: conforme agente vinha conversando, né.. tava angustiado porque depois daquele encontro que tu teve com ela.. aí as coisas começaram a ficar mais difíceis.. e botaram várias dificuldades prá ti.. (Lair Ferst – é, eles na verdade não querem me receber mais lá..) ..prá tí ir lá, entendeu. Eu até, tu sabe muito bem.. eu conversei várias vezes; então quer dizer, qual foi a ideia: não, me bota no papel.. me faz em forma de uma carta, de um relatório.. E eu vou fazer a mesma novela.. porque o que tu tem me confidenciado, Lair, é muito grave. Então quer dizer, prô Governo ficar exposto dessa forma aí óhh, não foi prá isso que o Governo foi eleito... Entendeu??, então o que é que eu fiz: tu me mandou.. e isso aí foi o compromisso que eu assumi contigo..tu me mandou essa carta..

Lair Ferst – tu entregou prá ela no Gabinete dela??

Marcelo Cavalcante – não .. eu entreguei aí na semana seguinte.. né, quando eu fui à Porto Alegre, fui a Porto Alegre, comuniquei à ela que eu tinha.. uma.. uma coisa muito importante prá entregar prá ela, na mão dela.. Ela me recebeu no gabinete dela, lá na ala residencial alí.. entendeu..sozinho.. eu e ela na mesa.. né, daí eu falei.. “ Governadora, essas aqui é a tal conversa que o Lair queria ter com a Senhora de novo, porque se não me engano, da primeira vez que ele veio aqui ele já havia mais ou menos alertado com uma situação mais ou menos parecida que ele colocou que vinha ocorrendo..mas não houve resultado. Então ele continuou angustiado e as coisas foi aumentando, as proporções foram aumentando.. entendeu, então ele resolveu em virtude da dificuldade de mandar isso aqui.. de eu como representante do Governo.. por lealdade à senhora”.. né, passei prá ela.. e falei óhh: “ Governadora é uma situação.. alarmante, tá se realmente.. o que tá colocado nessa carta, tá, tiver acontecendo.. o Governo não vai durar. Então eu acho que a Senhora tem que dar uma olhada nisso aí com carinho.. não é.. e tomar providências urgente.. urgente..” . Então quer dizer porque se não for pelo menos avaliado isso aí.. entendeu, com certeza vai dar muito problema prá senhora aí, prô nosso Governo. Então ela se comprometeu..

Lair Ferst – e ela o que é que disse...

Marcelo Cavalcante – não.. se comprometeu imediatamente em analisar, colocou na bolsa.. deu uma olhada por cima..mas se comprometeu em analisar e tomar providências enérgicas. Foi isso que ela se comprometeu comigo. Não é e outra coisa.. aí ela falou “ Marcelo.. tu fazendo aí a tua parte e tudo mais.. não deixa o Lair desamparado.. procura sempre tá, de acordo com as tuas possibilidades aí, sem expor muito, procura sempre.. amparar o Lair e tudo mais, até porque as informações que o Lair tem trazido prá nós aqui são informações importantes.. então foi esse o compromisso dela. Esse foi o compromisso dela, entendeu??. No momento em que eu passei prá ela. Mas é muito preocupante, né Lair??

Lair Ferst – é..

Marcelo Cavalcante – eu não conheço, eu não conheço de todo esse arranjo aí.. mas tu que vem acompanhando e..vem sendo caluniado.. difamado.. pelas pessoas que tão no processo aí.. (Lair Ferst – aliás essa carta.. é reveladora.. porque nessa carta aí eu explico bem prá ela, enfim, todo esse processo,..) .. quando tu me falou.. eu achei que era uma coisa de uma proporção bem menor.. Agora no momento em que eu peguei, recebi o e-mail e aí, oito folhas.. (Lair Ferst – são oito páginas.. exatamente, é um relato completo.. ) .. tem aí participação de pessoas importantíssimas.. na política, na política do Rio Grande do Sul.. é complicado..

Lair Ferst – é verdade.. é verdade..

Marcelo Cavalcante – mas ela ficou de tomar providências imediatas.. ------

"Eu não vou me incomodar por R$ 50 mil", diz Yeda a Lair


Na sessão desta quinta-feira da CPI, a presidenta Stela Farias disponibilizou mais quatro áudios para serem ouvidos pelos membros da comissão. Dois são de conversas entre Lair Ferst e Marcelo Cavalcante. Outros dois são diálogos entre Flávio Vaz Netto e Antônio Carlos Maciel e entre Flávio Vaz Netto e Sérgio de Araújo, assessor do PP.

Esta é a transcrição na íntegra da primeira gravação

Lair Ferst – Marcelo, olha eu tô preocupado cara, não tenho notícia nenhuma. Será que aquela carta sumiu, que é que aconteceu?? não tenho visto nenhuma providência, não tenho visto nada; os cara tão nadando de braçada aí.. o troço tá correndo solto..

Marcelo Cavalcante – eu posso te falar uma coisa, ó; sabe como é que é. Não tá muito fácil falar com a Governadora hoje. As oportunidades que eu tenho de falar com ela, é quando ela vem, quer dizer, quando ela vai a Brasília, ou quando eu venho à Porto Alegre. Entendeu.. então quer dizer, a semana passada, no final da semana passada, ele teve lá em Brasília e aí, em função dessa, dessa tua preocupação que é minha também, não é.. eu perguntei pra ela: “Governadora, como é que tá aquela questão da carta lá e tudo mais.. e tá.. teve alguma, a Senhora teve alguma resposta; que providência que foi tomada e tá..” .. ela falou prá mim o seguinte, ó: “ Marcelo, fica tranquilo, não te preocupa, tá tudo certinho, tudo encaminhado, as providências todas tomadas, já tomei,” entendeu?? .. “não te preocupa.. não te preocupa”; tu sabe como é que é, né Lair, é.. é.. nesse fogo cruzado aí, que a gente tá vivendo aí, não dá pra gente ficar muito em cima, então quer dizer.. Ela sabe muito bem das.. das minhas preocupações, entendeu, e eu me preocupo sempre com o Governo.

Lair Ferst – tu acha que ela não vai tomar nenhuma medida enérgica.. – incompreensível – porra.. ela tinha que abrir uma sindicância, uma auditoria, uma.. sei lá.. ela tinha que.. fazer alguma coisa.. pô..

Marcelo Cavalcante – não.. eu também acho, mas, na minha opinião.. que é que tá acontecendo.. como ali envolve, tá.. os principais partidos da base dela.. eu não sei de que forma tá sendo tratado isso. Alguém deve tá trancando isso. Alguém deve tá trancando, é como eu tô te falando. Como tem os principais partidos da base, a situação é complicada. Então, o que não pode acontecer é deixar do jeito que tá.

Lair Ferst – eu.. eu.. ouvi falar que o Flávio Vaz Netto tá aí de reuniãozinha com o Chico, com o Crusius, aí.. no Palácio e tal.. Tá tendo uma movimentação grande aí em relação a isso. Será que não é isso que tá trancando??

Marcelo Cavalcante – eu inclusive.. eu inclusive.. é.. é.., em várias ocasiões, não sei se é coincidência, o que é que é.. tá.. eu tô ali no Palácio ali, eu geralmente fico na ala residencial. A não ser quando tem alguma coisa lá em cima lá, a Governadora chama todo mundo e a gente vai.. mas quando eu venho, venho pra trabalhar.. entendeu, fico na ala residencial, e já me encontrei várias vezes ali.. o Flávio acompanhado de várias pessoas, e eu, tu sabe como é que é, não conheço todo mundo. Não conheço todo mundo. E tu conhece. Mas são.. ele tá sempre rodeado de três ou quatro pessoas ali; e o Crusius sempre junto. Ele vem sempre, sempre as reuniões aí, eu já vi lá, inclusive até.. chegar e abrir porta de sala de reunião.. não, tá lá reunido.. não, e tá, desculpa aí e tá.. (Lair Ferst – e o Chico sempre junto..) também .. também.. (Lair Ferst – é brincadeira..).. é o mesmo grupo. (Lair Ferst – .. agora olha Marcelo).. é o mesmo grupo. Não sei qual é o objetivo ali.

Lair Ferst – eu tô achando muito estranho e vou te falar porque. eu.. ah, fui conversar pessoalmente com ela.. entre.. ah.. várias conversas que eu tive com a Governadora, aliás aquela agenda que tu marcou pra mim, eu fui falar com ela..

Marcelo Cavalcante – é, mas aquilo lá, aquilo lá.. inclusive aquela agenda lá.. não foi fácil. Tá, foi uma pressão grande, é.. inclusive quem agendou até ficou fora.. fora da agenda, foi a Tânia. A Tânia que.. a Tânia que era na época.. a Tânia era responsável pela agenda, tu lembra, né.. (Lair Ferst – sim.. sim..) a esposa do Fona.. (Lair Ferst – sim, do Beto Fona).. do Fona.. é.. aí a Tânia (Lair Ferst – é.. eu tô conversando com a Governadora e ela abriu a porta ali, botou a cara na porta ali..) é.. a Tânia que agendou e tal.. entendeu..

Lair Ferst – agora o que.. o que me chamou a atenção.. o que é que eu tô achando muito estranho, por exemplo, a Governadora, eu relatei pra ela, “olha Governadora, vai ocorrer um escândalo no seu governo, se a senhora não agir rapidamente isso vai se tornar público.. o que tá acontecendo é irregular.. tão sacando dinheiro vivo na boca do caixa.. em quantidades assim, é que.. alarmantes..”.. e ela disse “olha Lair, o negócio é o seguinte, é muito complicado isso porque isso envolve os partidos.. e eu não quero me incomodar com os partidos”.. aí ela disse ali.. “não, ainda é o seguinte ó, vieram me falar aqui que vão me dar cinquenta mil por mês. Eu já disse ó, cinquenta mil eu não quero. Eu não vou me incomodar dessa maneira aí por cinquenta mil. Se for pra ganhar só cinquenta mil eu vou acabar com tudo. Porque pelo que eu tô sabendo parece que eles tão recebendo muito dinheiro.” (Marcelo Cavalcante – e tu detalhou pra ela..).. Eu detalhei pra ela, “olha Governadora o que tá acontecendo.. é o seguinte, o que tá acontecendo.. é uma farsa, é uma fraude, enfim, eu acho que tinha que tomar providência”, só que eu, vou te falar bem a verdade, eu senti um ar, um ar assim, um comportamento assim, muito estranho, porque eu disse “olha, isso aí pode dar processo, pode dar confusão”.. e pode dar.. “Ah todo mundo processa.. isso aí é.. todo mundo fala que vão processar.. mas no fim não dá nada”. Sim, então eu acho que por aí , viu Marcelo, não vai acontecer nada. Por aí eu tenho a impressão que não vai acontecer nada.

Marcelo Cavalcante – é.. e quem que tá nisso aí, além do Flávio, assim, como é que tu sabe, eu não conheço muito bem os caras aí.. eu sei que.. que são gente dos principais partidos da base..

Lair Ferst – olha.. aí tá.. aí tem o José Otávio.. que tá por trás o José Otávio, o Záchia tá por trás.. é o PP e o PMDB.. (Marcelo Cavalcante – é, por trás do Záchia tem lá o Herm..., o Hermínio...) .. é.. o Hermínio.. o Hermínio é um aliado do Záchia.. é diretor lá, né.. O José Otávio que indicou o Flávio.. então, isso aí tudo, aliás.. é importante até dizer o seguinte, né: o José Otávio só intermediou aquela história dos quatrocentos mil lá de Santa Cruz, prá ficar com o crédito prá indicar o Flávio Vaz Netto para presidente do DETRAN, né.. (Marcelo Cavalcante – é...). Então na verdade o José Otávio só entrou naquela história, dos quatrocentos mil reais, que foi arrumado lá com as fumageiras.. prá poder ficar com crédito político e indicar o presidente do DETRAN. Aliás, na verdade, até deu um golpe no próprio Bira que era o cara que ajudou ele a vida toda.. né, deu.. passou a perna no Bira e indicou o Flávio Vaz Netto. Quer dizer, aí alguma coisa tem no ar.. tem alguma armação aí.. . O João Luiz Vargas que é o presidente do Tribunal, tá junto. É um.. é muito amigo do Maciel. O, o João Luiz foi presidente da Assembleia e o Maciel foi Diretor-Geral..

Marcelo Cavalcante – o problema é o seguinte, o que eu sei.. tá, é que várias e várias pessoas vem relatando pro Delson, tá.. com relação ao Maciel. Né.. e.. pelo que eu tô sabendo.. os dois.. (Lair Ferst – incompreensível – .. os dois).. independente de.. – incompreensível – na diretoria do Zé.. independente disso aí.. (Lair Ferst – tão emparelhado os dois..) e tão os dois lá, entendeu.. e tudo mais.. (Lair Ferst – ..tão tocando por música.. lá).. E outra coisa também que eu ouvi falar.. isso aí eu não tenho como confirmar também.. porque a gente.. a gente tá lá em Brasília, mas a gente escuta tudo.. e até a própria bancada aí, muito deputados e até senadores que vem nos relatar, até com.. de uma forma.. de uma certa preocupação também .. tá.. é que o Maciel vai lá, faz a cabeça do Delson.. o Delson leva prá Governadora como fato concreto.

Lair Ferst – é.. eu vou te dizer pra ti o seguinte, o que é que.. o que é que eu sei: o Flávio, lá no gabinete dele, lá no DETRAN, mandou me chamar lá.. inclusive eu notei que o Flávio tava muito chateado.. muito nervoso.. muito contrariado.. (Marcelo Cavalcante – .. lá no DETRAN?) .. lá no DETRAN, lá no gabinete dele.. e disse o seguinte: que.. que fizeram um acordo aí, um acordão aí pra distribuir aí valores dentre eles aí.. e, tinha ficado acertado que a parte da Governadora seria cento e setenta mil reais. Bom.. aí diz que entregou os cento e setenta mil reais no primeiro mês. No segundo mês já veio o Delson, porque no primeiro mês foi o Bordini que recebeu os cento e setenta mil no gabinete do João Luiz Vargas, lá no tribunal de contas. (Marcelo Cavalcante – então, mas o que é que.. porque no gabinete do João Luiz Vargas?).. não, porque o João Luiz tá junto nesse grupo aí.. porque o João Luiz aí que.. (Marcelo Cavalcante – tu não acha que.. justo no gabinete dele, isso aí é brincadeira.).. eu acho.. que.. (Marcelo Cavalcante – os caras tão abusando, né..) eu acho que eles tão abusando, né.. então o que é que acontece.. o João Luiz como tá no grupo.. e parece que o pessoal do Palácio, como o Flávio diz, o pessoal do Palácio que o Flávio diz é o Crusius.. é o Delson, é a Governadora, é a Valna.. disse essa turma do Palácio é muito gananciosa.. cada mês eles querem mais; primeiro mês foi os cento e setenta mil entregue no gabinete do João Luiz Vargas lá pro Bordini. O Bordini recebeu. Aliás até sobre isso, o seguinte, ó: no outro.. eu fiquei sabendo.. o Flávio me contou isso aí.. no outro dia eu fui lá na.. na.. no gabinete do Bordini.. lá no banco.. disse: “olha Bordini.. fiquei sabendo que tu recebeu ontem cento e setenta mil reais em dinheiro vivo.. (Marcelo Cavalcante – olha, porque o Bordini é o seguinte..).. prá Governadora” .. (Marcelo Cavalcante – .. é um cara cem por cento..) .. é.. mas ingênuo, mas ingênuo.. (Marcelo Cavalcante – mas principalmente pra esse tipo de coisa aí..) é.. é.. aí quando eu disse pra ele que ele tinha recebido cento e setenta mil que eu tinha ficado sabendo, né.. que ele tinha recebido cento e setenta mil reais no gabinete do.. do.. João Luiz Vargas .. ele saltou prá trás, “mas como é que tu sabe.. como é que tu sabe disso?”.. Digo, “olha, quem me falou foi o Flávio. (Marcelo Cavalcante – é os caras...) disse que ontem tu recebeu”.. Aí ele me disse, “ não, não quero mais saber disso, porra, isso aí vai me complicar, vou passar essa bola pro Delson”... Bom, aí.. a partir daí o Delson ficou de operador lá.. Aliás, daí então se juntou o Delson com o Maciel.. aí ficou fácil de eles trabalhar.

Marcelo Cavalcante – é aquela estória, volto a repetir pra ti.. o que eu escuto falar.. é que é o seguinte.. o Maciel, até por ser cobra criada.. tá lá fazendo a cabeça do Delson.. influenciando.. e o Delson leva a estória pra Governadora como se fosse a verdade. E os caras aí são complicados.

Lair Ferst – é.. muito complicado. É, isso aí, tu sabe onde é que vai terminar. Eu já falei.. Eu escrevi na carta, eu escrevi .. eu escrevi na carta desde o início eu escrevi aquela carta, eu disse na carta o que é que ia acontecer. Tomara que não aconteça. Mas é muito difícil. Do jeito que eles tão trabalhando aí.. vai ser muito difícil. (Marcelo Cavalcante – é não.. parece que a Governadora..).. e o pior que a Governadora, ela.. ela dá sinais que tá concordando com tudo.

Marcelo Cavalcante – e.. e.. como eu te falei no passado. É .., é.. não sei se porque estão envolvidos os partidos da base, os principais partidos da base e tudo mais.. mas independente de tudo isso aí ela não pode ficar refém disso.. senão.. senão.. não vai rolar.

Lair Ferst – mas ela.. mas ela dá a impressão que tá refém, viu.. Ou tá refém ou ela tá gostando de recebendo essa grana aí que tá entrando, viu.. (Marcelo Cavalcante – mas.. mas será que tá chegando pra ela mesmo? Ou eles tão alí passando a mão) Não, olha.. o que o Delson.. aliás o que o Flávio me disse que ela sabe de tudo.. ela sabe detalhe por detalhe.. ela acompanha nos mínimos detalhes tudo.. então, a operação é o seguinte, o Bordini recebeu o primeiro mês, entregou lá no Palácio, entregou pra Valna, né, o Delson tá recebendo do Maciel lá no gabinete dele na CEEE, entrega também pra Valna.

Marcelo Cavalcante – pelo fato d'eu conhecer bastante a Governadora, veja bem, ela geralmente nesse tipo de situações aí.. ela não aparece, ela bota alguém.. Tendo o Delson a frente disso aí.. (Lair Ferst – o Delson é um laranja dela, né Marcelo..) tendo o Delson aí.. tá explicado. (Lair Ferst – o Delson na verdade tá funcionando como um laranja, né..) e.. e.. sumiu, né.. tá deixando todo mundo de lado aí.. (Lair Ferst – virou grandão, né..).. prá falar com ele já é.. já não se consegue mais.. entendeu, tá escondido, né.. até.. até.. veja bem, até nada pra pedir nada.. mas simplesmente não está.. tá difícil.

Lair Ferst – mas eles não querem saber de alerta... encerra a gravação