O relatório que o deputado Coffy Rodrigues (PSDB) está apresentando nesta tarde à CPI conclui que não existe corrupção no Rio Grande do Sul e que todas as denúncias "são fruto de um ambiente de conflito exacerbado a serviço da disseminação de uma perseguição inquisitorial".
Se as conclusões de Coffy não chegam a surpreender, elas representam um atentado à inteligência do povo gaúcho. O deputado, que desde o início dos trabalhos da CPI, se recusou a participar das investigações, não analisou a documentação enviada à CPI pela Justiça Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual e abandonou as audiências quando telefonemas interceptados pela PF foram disponibilizados, produziu um documento que não reflete os quatro meses de atividades da comissão, nem as conclusões do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.
No lugar de condenar os criminosos, Coffy preferiu dedicar boa parte do seu relatório para criticar a presidenta da CPI, deputada Stela Farias (PT) e os procuradores federais que ajuizaram ação de improbidade administrativa contra a governadora e mais oito agentes públicos.
Os argumentos do tucano, entretanto, não param em pé: não é verdade que a governadora foi excluída da ação proposta pelo Ministério Público Federal por falra de provas. Estas, ao que tudo indica, são abundantes. O motivo foi o entendimento que chefes do Poder do Executivo só podem ser julgados pelo Legislativo ou pelo STJ.
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