terça-feira, 23 de junho de 2009

Um mês depois


Exatamente um mês depois da imprensa revelar parte do conteúdo das gravações de conversas pra lá de comprometedoras entre a assessora de Yeda Crusius, Walna Meneses, e Neide Bernardes, indiciada pela Polícia Federal por crimes apurados pela Operação Solidária, o secretário da Transparência, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, promete anunciar quais as providências que o governo adotará em relação ao caso.

Estas medidas são esperadas há 30 dias. Nos diálogos, Walna e Neide usam códigos - como bonsai, flores e arranjos - que, segundo o inquérito, esconderiam o verdadeiro motivo dos telefonemas, isto é, negociar valores que seriam pagos pelas empresas envolvidas no esquema montado para fraudar licitações e do qual Neide e Walna fariam parte; a primeira representando os interesses dos empreiteiros e a segunda como o braço do bando no Poder Público.

Diante da gravidade das suspeitas, a única providência aceitável é o afastamento de Walna Meneses das suas funções.

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