Como já tinha afirmado no dia 8 de julho passado, quando esteve na Assembleia conversando com os deputados Raul Pont, Paulo Azeredo e Gilmar Sossella, a empresária Magda Koenigkan, viúva de Marcelo Cavalcante, vai processar quem vem tentando desmoralizá-la. Os primeiros da lista são Marcos Cavalcante, irmão de Marcelo, e a governadora Yeda Crusius.
Magda esteve em Porto Alegre ontem (30), quando se reuniu com seu advogado para tratar dos processos. Segundo Matias Nagelstein - defensor da empresária -a primeira ação está em fase final de elaboração e a segunda ainda em preparação.
No encontro, Magda voltou a dizer que o marido não tirou a própria vida: "não quero saber nem quem foi, mas a razão de Marcelo ter sido morto", afirmou.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A pauta da semana

Com o fim do recesso parlamentar, um dos assuntos que deve pautar os debates no plenário é o depoimento prestado pelo ex-presidente do Detran à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Sabe-se que Sérgio Buchmann acrescentou novos fatos sobre o conjunto de irregularidades constatadas na autarquia e revelou que o ex-marido da governadora, Carlos Crusius, demonstrava um interesse não protocolar pelos contratos mantidos pelo Detran.
O conteúdo das revelações é grave - ao concluir sua fala Buchmann, inclusive, rasgou e queimou a papelada onde estava o resumo das informações - e pode determinar a abertura de uma nova investigação da PF no Detran, o que será analisado na próxima semana.
Outra instituição que manifestou interesse pelo depoimento de Buchmann foi o Ministério Público de Contas. O procurador geral do MPC, Geraldo da Camino, quer saber o que o ex-presidente do Detran falou sobre o contrato e a dívida com a Atento Service e solicitou ao superintendente da PF, Ildo Gasparetto, cópia da degravação do depoimento de Buchmann.
Sabe-se que Sérgio Buchmann acrescentou novos fatos sobre o conjunto de irregularidades constatadas na autarquia e revelou que o ex-marido da governadora, Carlos Crusius, demonstrava um interesse não protocolar pelos contratos mantidos pelo Detran.
O conteúdo das revelações é grave - ao concluir sua fala Buchmann, inclusive, rasgou e queimou a papelada onde estava o resumo das informações - e pode determinar a abertura de uma nova investigação da PF no Detran, o que será analisado na próxima semana.
Outra instituição que manifestou interesse pelo depoimento de Buchmann foi o Ministério Público de Contas. O procurador geral do MPC, Geraldo da Camino, quer saber o que o ex-presidente do Detran falou sobre o contrato e a dívida com a Atento Service e solicitou ao superintendente da PF, Ildo Gasparetto, cópia da degravação do depoimento de Buchmann.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
"Marcelo não está mais entre nós porque não quis mudar de lado…”.

Quem ouviu estas palavras, ditas com todas as letras pelo irmão de Marcelo Cavalcante no programa Bom-dia, da Rádio Guaíba, não precisou nem juntar dois neurônios para concluir que, no entedimento de Marcos Cavalcante, a morte do ex-chefe do escritório político do Rio Grande do Sul em Brasília tem conotação política.
Sem querer, a entrevista, concedida a Rogério Mendelski, acabou ratificando a tese defendida pela viúva de Cavalcante, Magda Koenigkan, que nunca acreditou em suicídio e não descarta a possibilidade do marido ter sido assassinado.
Em análise publicada no blog 'RS Urgente', o ex-ouvidor geral do Estado Adão Paiani observa que a entrevista foi um tiro no pé da governadora Yeda Crusius: "na ânsia por livrar a cara da progenitora maior do Estado, tentando desqualificar quem se contrapõe a ela, alguns dos seus fiéis amigos da mídia acabam encalacrando ainda mais a dita cuja. Com o nível e a competência desse time de apoiadores, Yeda não precisa de inimigos. Eles adoram poupar o trabalho da oposição. O depoimento do Marcos Cavalcanti no Mendelski foi um legítimo tiro nos dois pés da patética governadora", argumentou Paiani.
Bem, o recado de Marcos para aqueles que não querem arcar sozinhos com o ônus das operações pouco ortodoxas difundidas na gestão tucana foi claro: não mudem de lado, caso contrário podem fazer companhia ao rebelde Marcelo.
Sem querer, a entrevista, concedida a Rogério Mendelski, acabou ratificando a tese defendida pela viúva de Cavalcante, Magda Koenigkan, que nunca acreditou em suicídio e não descarta a possibilidade do marido ter sido assassinado.
Em análise publicada no blog 'RS Urgente', o ex-ouvidor geral do Estado Adão Paiani observa que a entrevista foi um tiro no pé da governadora Yeda Crusius: "na ânsia por livrar a cara da progenitora maior do Estado, tentando desqualificar quem se contrapõe a ela, alguns dos seus fiéis amigos da mídia acabam encalacrando ainda mais a dita cuja. Com o nível e a competência desse time de apoiadores, Yeda não precisa de inimigos. Eles adoram poupar o trabalho da oposição. O depoimento do Marcos Cavalcanti no Mendelski foi um legítimo tiro nos dois pés da patética governadora", argumentou Paiani.
Bem, o recado de Marcos para aqueles que não querem arcar sozinhos com o ônus das operações pouco ortodoxas difundidas na gestão tucana foi claro: não mudem de lado, caso contrário podem fazer companhia ao rebelde Marcelo.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Onde está Yeda?
A governadora Yeda Crusius resolveu aproveitar o mês de julho para brincar de Wally com os gaúchos. Sua agenda não é divulgada pelo Palácio Piratini desde a última quarta-feira (22) e seu paradeiro é desconhecido. Ontem, quando sua assessoria acreditava que a tucana estava no Palácio das Hortênsias, em Canela, ela apareceu de surpresa no Piratini.
Depois da incerta, ninguém sabia dizer onde a governadora passaria a noite, se em Porto Alegre ou em Canela, onde estão a filha e os netos. Para disfarçar o constrangimento, integrantes do Executivo alegaram que não dar satisfação pública em momentos de descanso faz parte da personalidade de Yeda.
Só que o chamado 'descanso' não é tratado oficialmente como férias. Tanto é que Yeda esteve no Piratini nesta segunda-feira onde, segundo a imprensa, permaneceu até às 20horas.
Resta concluir que não dar satisfação pública em momentos de trabalho também faz parte da personalidade de Yeda.
Yeda não quer ser incomodada
A situação do governo gaúcho chegou a tal ponto de deterioração que a competência técnica e a capacidade política deixaram de ser critérios para escolha dos secretários e assessores mais próximos de Yeda Crusius.
Segundo um interlocutor do Palácio Piratini, as mudanças que a governadora pretende fazer entre o secretariado e colaboradores mais chegados obedece a um único princípio: os novos ocupantes destes cargos "não devem incomodar".
Segundo um interlocutor do Palácio Piratini, as mudanças que a governadora pretende fazer entre o secretariado e colaboradores mais chegados obedece a um único princípio: os novos ocupantes destes cargos "não devem incomodar".
Mais 300 assinaturas
Em Osório, onde esteve na última quinta-feira (23), a deputada Stela Farias recebeu mais 300 adesões ao abaixo-assinado que pede a abertura da CPI da Corrupção. Os apoios foram recolhidos por professores e servidores das escolas estaduais.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Fragilidade estrutural ou espírito do mal?

Interessante a abordagem que o Blog Diário Gauche faz de matéria publicada ontem (23) pelo jornal Zero Hora sobre o Detran. Segue o comentário:
"Quando um jornal não quer informar, faz como Zero Hora. Vejam a matéria intitulada “Uma autarquia do barulho”, na edição de hoje do diário da RBS. Além de se tratar de um texto escrito com o dedão do pé, parece alguma coisa sobre bloco de sujo do carnaval. O Detran é do “barulho”, para o jornal ZH. Que meiguice.
É uma “missão espinhosa” para o Palácio Piratini (o sujeito da oração é o Palácio, pasmem) manter alguém à frente do Detran.
“As conclusões da Operação Rodin indicaram uma fragilidade estrutural, que ajuda a explicar por que os presidentes do Detran não duram muito tempo no cargo”. Fragilidade estrutural? Os caras roubam quase 50 milhões de reais e o jornal (desinformativo) chama de “fragilidade estrutural”. Só falta constatar que há um feitiço no Detran, e por esse motivo – plenamente justificado, à luz da razão e de métodos científicos avançados –, os presidentes da autarquia são ejetados de suas cadeiras institucionais. “Especulações mais ousadas apontam que pode tratar-se da existência de pregos na cadeira da presidência do departamento encarregado do trânsito” - poderia ser uma linha de trabalho do jornal ZH, emprestando um ar misterioso à edição de hoje.
Mais adiante, o texto fica mais atrevido: “Pela tese dos agentes federais, grupos criminosos se apoderaram de determinados contratos...”.
Que coisa! Sério, agentes federais constroem teses? Grupos criminosos se apoderam de contratos? Tudo muito estranho. Que grupos criminosos seriam esses? Seriam gangues de “bebês japonêses”? Seriam quadrilhas de “bêbados de porta de bar”? Ou talvez “comunistas infiltrados”, os mesmos que teriam provocado a morte de Marcelo Cavalcante, segundo o primeiro-ex-marido, Carlos Crusius? Pode tratar-se, também, de “perseguidores macarthistas”? Ou os “inimigos do déficit zero”? Ou a temível máfia dos “montadores de frágeis palanques” que há semanas cometeram um atentado covarde contra a governadora? Quem sabe as "torturadoras de criancinhas"?
Muito bem. Nós fizemos a nossa parte. Apontamos diversos suspeitos de terem se apoderado de “determinados contratos” do Detran.
Que tal, agora, os editores do jornal ZH reunirem dois ou três dos seus consagrados repórteres investigativos e mandá-los a campo para que nos revelem a verdade límpida e fria sobre o Detran/RS?
Mal podemos esperar."
De malas prontas

Walna Meneses, braço direito da governadora, está de malas prontas para dar o fora do Rio Grande do Sul. Só que ela não deixará o governo, pois é cotada para integrar os quadros do Escritório de Representação do Rio Grande do Sul, a mesma repartição que foi dirigida por Marcelo Cavalcante.
Walna é aquela que foi flagrada pela Polícia Federal numa suspeita conversa telefônica com a lobista de uma das empresas envolvidas em fraudes de licitações para construção de barragens.
Te liga, base aliada
São fortes os boatos nos corredores da Assembleia Legislativa de que o controvertido chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius será despachado para prestar serviços à bancada do PSDB no parlamento gaúcho. Ricardo Lied, apesar de contar com grande apreço da governadora, está na corda bamba depois do mal-explicado episódio da prisão do filho do ex-presidente do Detran, Sérgio Buchmann.
É bom que a base governista fique atenta para não ser surpreendida com as visitas noturnas que o chefe de gabinete de Yeda costuma fazer.
É bom que a base governista fique atenta para não ser surpreendida com as visitas noturnas que o chefe de gabinete de Yeda costuma fazer.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Magda nunca acreditou em suicídio

A decisão do Ministério Público de pedir novo exame nos laudos e documentos produzidos pelo IML a respeito da morte de Marcelo Cavalcante deve ter sido recebida com alívio por Magda Koenigkan.
A viúva do ex-chefe do escritório do Rio Grande do Sul em Brasília, que nunca acreditou na tese do suicídio, afirmou, quando esteve em visita à Assembleia Legislativa, que estava empenhada em esclarecer todas as incógnitas que cercam a morte de Cavalcante e citou um hematoma no rosto do marido e a inexistência, no corpo do tucano, de sinais presentes em casos de afogamento, como fatos que precisavam ser melhor explicados. Magda ainda revelou que a gravação da câmera de segurança instalada na ponte de onde Marcelo Cavancante teria se atirado não mostra ninguém caindo. Ela também lembrou que o dia apontado como sendo o do suicídio era um domingo de sol e que o Lago Paranoá estava lotado. Mas, estranhamente, nenhuma pessoa viu nada.
O promotor que está acompanhando o inquérito acredita que a nova perícia é importante para esgotar todas as possibilidades.
A viúva do ex-chefe do escritório do Rio Grande do Sul em Brasília, que nunca acreditou na tese do suicídio, afirmou, quando esteve em visita à Assembleia Legislativa, que estava empenhada em esclarecer todas as incógnitas que cercam a morte de Cavalcante e citou um hematoma no rosto do marido e a inexistência, no corpo do tucano, de sinais presentes em casos de afogamento, como fatos que precisavam ser melhor explicados. Magda ainda revelou que a gravação da câmera de segurança instalada na ponte de onde Marcelo Cavancante teria se atirado não mostra ninguém caindo. Ela também lembrou que o dia apontado como sendo o do suicídio era um domingo de sol e que o Lago Paranoá estava lotado. Mas, estranhamente, nenhuma pessoa viu nada.
O promotor que está acompanhando o inquérito acredita que a nova perícia é importante para esgotar todas as possibilidades.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Secretário da Transparência manipula a verdade

As afirmações do secretário da Transparência sobre o episódio em que o chefe de gabinete da governadora foi flagrado conversando com o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Lajeado Márcio Klaus (PSDB) sobre a ficha do ex-deputado Luis Fernando Schmidt (PT) mostram um completo desrespeito com a povo gaúcho.
Para Francisco Luçardo a palavra ficha foi apenas um modo de expressão usado por Ricardo Lied no diálogo com Klaus, que, aliás, é seu primo. "Não existia ficha nenhuma naquele episódio. Lied simplesmente conhecia Schmidt. Ele apenas fala em ficha como modo de dizer", declarou Luçardo quando questionado pela imprensa.
Não adianta o secretário tapar o sol com a peneira. A transcrição do conteúdo do telefonema, interceptado com autorização judicial, mostra que Ricardo Lied violou de fato o Sistema Integrado de Informações da Secretaria de Segurança, pois ele comentou que na ficha de Schmidt só tinha o registro de perda de documentos. Bem, se Lied simplesmente conhecia o petista, como justifica Luçardo, não tinha como saber desta informação.
Não é questão de colocar chifre em cabeça de cavalo, como alega Luçardo, mas de dar nome aos bois.
Para Francisco Luçardo a palavra ficha foi apenas um modo de expressão usado por Ricardo Lied no diálogo com Klaus, que, aliás, é seu primo. "Não existia ficha nenhuma naquele episódio. Lied simplesmente conhecia Schmidt. Ele apenas fala em ficha como modo de dizer", declarou Luçardo quando questionado pela imprensa.
Não adianta o secretário tapar o sol com a peneira. A transcrição do conteúdo do telefonema, interceptado com autorização judicial, mostra que Ricardo Lied violou de fato o Sistema Integrado de Informações da Secretaria de Segurança, pois ele comentou que na ficha de Schmidt só tinha o registro de perda de documentos. Bem, se Lied simplesmente conhecia o petista, como justifica Luçardo, não tinha como saber desta informação.
Não é questão de colocar chifre em cabeça de cavalo, como alega Luçardo, mas de dar nome aos bois.
A luta continua
Os integrantes da juventude petista, que estiveram ontem na escola Inácio Montanha, receberam mais de 200 adesões ao abaixo-assinado que pede a abertura da CPI da Corrupção. Toda comunidade escolar participou, entre professores, estudantes e funcionários da escola.
Conforme Miguel Idiart, membro da juventude do PT, as professoras estavam indignadas com o comportamento da governadora Yeda Crusius, que os comparou com torturadores. Também reclamaram do chefe de gabinete da governadora, que esteve na casa do presidente do Detran para pedir que este avisasse o filho que a polícia estava no seu encalço.
Depois da banca com os estudantes, o pessoal foi para o mercado público, onde mais 100 pessoas assinaram o documento.
Conforme Miguel Idiart, membro da juventude do PT, as professoras estavam indignadas com o comportamento da governadora Yeda Crusius, que os comparou com torturadores. Também reclamaram do chefe de gabinete da governadora, que esteve na casa do presidente do Detran para pedir que este avisasse o filho que a polícia estava no seu encalço.
Depois da banca com os estudantes, o pessoal foi para o mercado público, onde mais 100 pessoas assinaram o documento.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Sem férias
A juventude petista não entrou de férias. Hoje, às 13h, eles estarão em frente ao colégio Inácio Montanha para recolher assinaturas ao manifesto pró-CPI da Corrupção. Às 15, a movimentação será no Mercado Público, quando os militantes estarão passando o abaixo-assinado no centro de Porto Alegre.
Isto tem que ter fim

Para o presidente do Detran, Sérgio Buchmann, o chefe de gabinete de Yeda Crusius, Ricardo Lied, estava lhe preparando uma cilada quando foi até sua casa pedir que avisasse seu filho da prisão iminente.
Lied nega que seja do mal e diz que queria apenas evitar uma tragédia.
Já o delegado que acompanhou o chefe de gabinete da governadora à residência de Buchmann, Luis Fernando Martins de Oliveira, diz que achava que Fábio Buchmann, o filho do presidente do Detran, estava na casa do pai e que faz parte da rotina policial pedir ajuda a familiares para efetuar uma prisão.
E o secretário de Transparência, há 11 dias no cargo, não quer falar sobre o assunto.
O último escândalo envolvendo o alto escalão do Palácio Piratini segue a mesma lógica dos anteriores: ninguém sabe de nada, todo mundo é do bem, a culpa é da oposição e é desnecessário qualquer explicação.
Lied nega que seja do mal e diz que queria apenas evitar uma tragédia.
Já o delegado que acompanhou o chefe de gabinete da governadora à residência de Buchmann, Luis Fernando Martins de Oliveira, diz que achava que Fábio Buchmann, o filho do presidente do Detran, estava na casa do pai e que faz parte da rotina policial pedir ajuda a familiares para efetuar uma prisão.
E o secretário de Transparência, há 11 dias no cargo, não quer falar sobre o assunto.
O último escândalo envolvendo o alto escalão do Palácio Piratini segue a mesma lógica dos anteriores: ninguém sabe de nada, todo mundo é do bem, a culpa é da oposição e é desnecessário qualquer explicação.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
CPI já
Desta vez, é a Câmara de Vereadores de Porto Alegre que está se manifestando em favor da instalação da CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa. No dia 9 de julho, os vereadores aprovaram moção de apoio à abertura da comissão de inquérito no parlamento gaúcho. O requerimento é de autoria da vereadora Maria Celeste (PT).
Diversas Câmaras do interior já se manifestaram também. Não é por falta de apoio popular que o pedido de abertura da CPI está estacionado com 17 assinaturas.
Diversas Câmaras do interior já se manifestaram também. Não é por falta de apoio popular que o pedido de abertura da CPI está estacionado com 17 assinaturas.
Ao estilo da máfia
Adão Paiani, ex-ouvidor da Segurança da Yeda, homem que conhece bem Ricardo Lied, fala sobre o episódio em que o presidente do Detran foi avisado pela polícia de que seu filho seria preso por tráfico: “Ele (Lied) continua delinqüindo e fazendo o serviço sujo para a chefe da camarilha, que pensou haver achado um meio de se livrar dele (de Buchmann), aproveitando-se de um drama familiar ao melhor estilo mafioso”.
PT quer apuração do Ministério Público
A bancada do PT vai pedir para autoridades apuração sobre o envolvimento do chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied, no episódio da prisão do filho do presidente do Detran, Sérgio Buchmann. Serão encaminhadas representações ao Ministério Público de Contas e à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Além disso, serão solicitadas providências da Secretariade Transparência.
Muito mistério e nenhuma explicação
A prisão do filho do presidente do Detran, Sérgio Buchmann, reacendeu velhas suspeitas de que interesses escusos continuam rondando a autarquia, da qual foram desviados mais de R$ 44 milhões. O episódio encorpou a já vasta lista de explicações que o governo do Estado deve à sociedade gaúcha.
Tudo indica que Buchmann entregou o filho de bandeja à execração pública, ao divulgar para a imprensa sua prisão, porque acreditava estar sendo vítima de uma armadilha. Mas, afinal, quais as circunstâncias que o levam a pensar assim? Quem montou a arapuca? Que interesses ele estaria contrariando?
À imprensa, o presidente do Detran disse que “bateu de frente” com Atento, empresa responsável pelo serviço de guincho e que pressiona o Estado a reconhecer uma dívida milionária e bastante questionável. Teria a prestadora de serviços aumentado o nível de pressão sobre Buchmann a ponto de justificar o “fundado receio” do comandante da autarquia? Quem é, afinal, o dono desta empresa?
O fato de o chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied, acompanhar os integrantes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) que foram avisar Buchmann de que seu filho seria preso torna o episódio ainda mais suspeito. Lied é aquele que violou o Sistema Integrado de Informações da Polícia para bisbilhotar a vida do ex-deputado Luís Fernando Schmidt, então candidato a prefeito de Lajeado pelo PT.
Realmente, o governo tucano e seus integrantes não param de surpreender. Está na hora de começarem a dar respostas.
Tudo indica que Buchmann entregou o filho de bandeja à execração pública, ao divulgar para a imprensa sua prisão, porque acreditava estar sendo vítima de uma armadilha. Mas, afinal, quais as circunstâncias que o levam a pensar assim? Quem montou a arapuca? Que interesses ele estaria contrariando?
À imprensa, o presidente do Detran disse que “bateu de frente” com Atento, empresa responsável pelo serviço de guincho e que pressiona o Estado a reconhecer uma dívida milionária e bastante questionável. Teria a prestadora de serviços aumentado o nível de pressão sobre Buchmann a ponto de justificar o “fundado receio” do comandante da autarquia? Quem é, afinal, o dono desta empresa?
O fato de o chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied, acompanhar os integrantes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) que foram avisar Buchmann de que seu filho seria preso torna o episódio ainda mais suspeito. Lied é aquele que violou o Sistema Integrado de Informações da Polícia para bisbilhotar a vida do ex-deputado Luís Fernando Schmidt, então candidato a prefeito de Lajeado pelo PT.
Realmente, o governo tucano e seus integrantes não param de surpreender. Está na hora de começarem a dar respostas.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A que veio?
A Associação dos Procuradores do Estado vai pedir a extinção da Secretaria de Transparência. Embora a argumentação oficial seja a sobreposição de funções com a PGE- a qual já caberia a fiscalização dos atos do governo- o vice-presidente da entidade, Telmo Lemos Filho,admitiu que a saída de dois titulares em sete meses de existência da pasta - Carlos Otaviano Brenner de Moraes e Mercedes Rodrigues - pesou na decisão.“ A Pasta não está conseguindo dizer a que veio', reclamou. A impressão dos procuradores é partilhada pela maioria da sociedade gaúcha.
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