quarta-feira, 29 de julho de 2009

"Marcelo não está mais entre nós porque não quis mudar de lado…”.


Quem ouviu estas palavras, ditas com todas as letras pelo irmão de Marcelo Cavalcante no programa Bom-dia, da Rádio Guaíba, não precisou nem juntar dois neurônios para concluir que, no entedimento de Marcos Cavalcante, a morte do ex-chefe do escritório político do Rio Grande do Sul em Brasília tem conotação política.

Sem querer, a entrevista, concedida a Rogério Mendelski, acabou ratificando a tese defendida pela viúva de Cavalcante, Magda Koenigkan, que nunca acreditou em suicídio e não descarta a possibilidade do marido ter sido assassinado.

Em análise publicada no blog 'RS Urgente', o ex-ouvidor geral do Estado Adão Paiani observa que a entrevista foi um tiro no pé da governadora Yeda Crusius: "na ânsia por livrar a cara da progenitora maior do Estado, tentando desqualificar quem se contrapõe a ela, alguns dos seus fiéis amigos da mídia acabam encalacrando ainda mais a dita cuja. Com o nível e a competência desse time de apoiadores, Yeda não precisa de inimigos. Eles adoram poupar o trabalho da oposição. O depoimento do Marcos Cavalcanti no Mendelski foi um legítimo tiro nos dois pés da patética governadora", argumentou Paiani.

Bem, o recado de Marcos para aqueles que não querem arcar sozinhos com o ônus das operações pouco ortodoxas difundidas na gestão tucana foi claro: não mudem de lado, caso contrário podem fazer companhia ao rebelde Marcelo.

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