quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sem patrola


A votação para escolha do relator e do vice-presidente da CPI foi uma demonstração do que os partidos que apoiam a governadora Yeda Crusius estão prometendo fazer, isto é, votar em bloco contra tudo o que eles acreditam que pode desgastar (ainda mais?) o governo.

Para relator, o deputado Coffy Rodrigues, indicado pela base aliada, recebeu oito votos e Luciano Azevedo (PPS), sugerido pela oposição, quatro. O próprio Luciano votou em Coffy para não contrariar a orientação do seu partido.

Para vice, a votação foi idêntica - oito votos para Gilberto Capoani (PMDB) e quatro para Paulo Borges (DEM). A escolha de Capoani não seguiu a tradição de outras CPIs, quando o vice foi indicado pela minoria da Assembleia.

Diante da ameaça de obstrução dos trabalhos, a deputada Stela Farias foi clara: não vai compactuar com qualquer movimento que busque encobrir a verdade ou desviar o foco da CPI, que é investigar as denúncias de corrupção envolvendo integrantes do Palácio Piratini.

Um comentário:

Dialógico disse...

Apostarei mais no voto em separado da oposição. Foi a partir de tal procedimento, que o MPF elaborou Ação Civil de Improbidade Administrativa.
A situação entrou para atrapalhar os trabalhos desta CPI. Não foi à toa a eleição de Coffy Rodrigues, onde a decência sequer permitiria tal indicação.