sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Uma saída digna para quem tem vergonha na cara

Jaime Neto Júnior é um dos mais respeitáveis técnicos do atletismo brasileiro. Trouxe para o Brasil uma medalha de bronze em 1996 e uma de prata em 2000. Por sugestão de um médio fisiologista, concordou com a aplicação em três atletas de uma substância para acelerar a recuperação da fadiga muscular.

O tratamento, no entanto, foi considerado dopping, e os três atletas afastados das provas. Jaime também foi punido, mas não culpou o médico, nem a imprensa, nem o Ministério Público Federal do RS e nem o ministro da Justiça por ter permitido o uso da medicação. Tampouco, atribuiu a descoberta a uma conspiração para desestabiliza-lo. Assumiu a responsabilidade pelo que fez, matou no peito com toda a dignidade e está abandonando a profissão.

-Não tenho mais cara para encarar as pessoas. Fui imbecil, permissivo, incompetente.



A governadora Yeda Crusius deveria ouvir menos seus sequazes e advogados e procurar inspiração no mundo dos esportes. Talvez, encontre lá uma saída mais digna.

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