segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Nova fraude atingiria Projeto Socioambiental


Entre as novas informações apresentadas hoje pela presidenta da CPI, Stela Farias, está uma investigações da Polícia Federal sobre o Projeto Socioambiental (Pisa/Demae), da prefeitura de Porto Alegre. Orçadas em R$ 586 milhões, as licitações teriam sido direcionadas, e as obras divididas para beneficiar empresas integrantes do esquema. “Esta é uma triste novidade que estamos trazendo ao conhecimento público. Há indícios muito fortes de que, pelo menos, R$ 230 milhões tenham sido alvos de fraudes”, revelou a deputada.

Conforme a PF, um grupo de empresários teve acesso ao Projeto Socioambiental meses antes do lançamento do certame. Além disso, os empreiteiros teriam definido o custo e superfaturado as obras. Um dos indícios de fraude seria uma gravação telefônica em que secretário e um empreiteiro combinam pagar 1,25% (do valor da fatura da obra) "para o PM". Pistas apontam a interferência da Secretaria da Fazenda da capital a favor das empresas.

2 comentários:

Anônimo disse...

Na ZH está escrito PN ao invés de PM.

Anônimo disse...

A fornecedora exclusiva de tubos de polietileno de alta densidade (PEAD) para o DMAE é a empresa paulista TUBOBRÁS, de propriedade do engenheiro Léo Masiero. Da série "o passado condena" resgatamos a história do maior assalto aos cofres públicos em SC - foi executado durante as obras de construção da ponto Pedro Ivo Campos. A empreiteira Ster Engenharia subornou o fiscal, engenheiro Miguel Orofino, que ganhou a modesta quantia de R$ 5 milhões. Posteriormente ele foi preso pela Interpol em Portugal. O escândalo foi muito comentado à época. Pois bem, o dono da TUBOBRÁS, fornecedora exclusiva de tubos PEAD para o DMAE, é o engenheiro Léo Maniero, considerado o autor intelectual do gigantesco assalto ao erário catarinense. Será que ele tornou-se um homem de negócios honesto, virtuoso? Duvido.
Promotor
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