quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pérola governista


Na nota pública intitulada 'Em Defesa do Estado de Direito', assinada pelos oito governistas que integram a CPI da Corrupção, há uma reclamação que merece registro. No primeiro parágrafo, a base aliada acusa o PT de vazar informações sigilosas da Operação Solidária e (pasmem) de atentar contra “a honra e a dignidade de pessoas envolvidas em investigações da polícia federal”.

O teor da nota destoa de manifestações de outros governistas que ouviram, junto com deputados da oposição, os diálogos gravados pela PF. O peemedebista Alexandre Postal saiu de uma dessas reuniões dizendo-se “enojado” com a postura de correligionários. O deputado Luís Augusto Lara (PTB) afirmou estar “entristecido” com o que escutou. E até o tucano Nelson Marchezan Júnior admitiu que os diálogos mostram intimidade entre agentes públicos e privados.

Diante disso, não resta outra saída à base aliada além de apoiar a iniciativa da deputada Stela Farias de convidar aqueles que se sentem desonrados e atingidos em sua dignidade a prestar esclarecimentos à comissão de inquérito. Talvez, assim, consigam reconstituir “reputações construídas ao longo de toda uma vida de dedicação ao Rio Grande do Sul”, como proclama a nota subscrita pelo relator Coffy Rodrigues e outros sete parlamentares que trabalham para emperrar as investigações.

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