segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Resposta à base governista


Em resposta à nota expedida pelos deputados Coffy Rodrigues, Gilberto Capoani, Adilson Troca, Sandro Boka, João Fischer, Pedro Westphalen, Iradir Pietroski e Luciano Azevedo, todos membros titulares da CPI da Corrupção, venho a público expor o seguinte:

1) A CPI da Corrupção é da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, criada que foi a requerimento de 39 deputados estaduais, dentre os quais seis (6) dos oito (8) signatários da nota. Não é, portanto, a CPI do PT, mas do Poder Legislativo que, por uma significativa maioria de partidos, entendeu por bem instalá-la. É bem verdade, contudo, que o convencimento de boa parte dos signatários desta CPI, deu-se pelo volume de suspeitas que, por sua força, exigiam um posicionamento dos deputados.

2) Toda a cautela necessária à preservação do sigilo dos documentos relativos à chamada “Operação Solidária”, confiadas pela Justiça Federal à CPI e não apenas à sua presidenta, como insistem em afirmar os deputados da base governista, foi tomada e está sendo mantida.

3) Os documentos sigilosos são de tal ordem reveladores da existência de uma superestrutura criminosa formada a partir da associação de tantos agentes públicos e tantos privados que, diante deles, a tentativa de jogar sobre os petistas a acusação de que o segredo de Justiça não vem sendo preservado, evidencia mais não apenas o desespero de alguns diante da possibilidade de que a verdade venha à tona, como constitui uma acusação falaciosa que cumpre, ainda, o objetivo sórdido de desviar o foco das investigações. E estamos falando de roubos estimados de R$ 340 milhões de reais dos cofres públicos gaúchos!!!

4) O trabalho de apuração dos fatos que desenvolvem os integrantes do bloco oposicionista na CPI tem o único objetivo de encaminhar as responsabilidades dos criminosos. É este trabalho que vem sendo, sistematicamente, obstaculizado. Não por acaso, os mesmos signatários da nota que nos acusa, são os que já somam quase uma centena de ausências na comissão e que indeferem todos os requerimentos que tornariam efetiva a busca de provas pela CPI.

5) A obstaculização dos trabalhos constitui não só um desrespeito à população gaúcha e às instituições, mas verdadeira tentativa de encobrir fatos que evidenciam a existência do maior esquema de corrupção da história do Rio Grande do Sul.

6) Prova disso é que os deputados Coffy Rodrigues, Gilberto Capoani, Adilson Troca, Sandro Boka, João Fischer, Pedro Westphalen, Iradir Pietroski e Luciano Azevedo, sem jamais terem examinado oficialmente as provas disponíveis e fazendo ignorar a evidência dos fatos, defendem genericamente suspeitos, dizendo tratar-se de pessoas de ilibada reputação, como se isso os tornasse intocáveis. As provas que eles se negam a analisar, contudo, estão a indicar exatamente o contrário.

7) Nem a mais ingênua das criaturas seria capaz de acreditar nas assertivas dos deputados governistas de que gravações foram distorcidas, se nenhum deles, oficialmente, ouviu ou leu a respeito do que de mais grave, escancaradamente grave, existe nas provas colhidas pela Polícia Federal, simplesmente porque se recusam a participar dos trabalhos da CPI. Estamos diante de uma situação tão absurda que a postura dos deputados que acusam o PT pode ser assim resumida: não vimos, não queremos ver, mas não é como os petistas estão dizendo. Nossos acusadores, porém, sequer apresentam suas versões; eles simplesmente fogem dos fatos “como o diabo da cruz”

8) Diante de tal comportamento, a pretendida revogação do segredo de justiça que recai sobre a Operação Solidária constitui pura demagogia ou débil estratagema para, na verdade, reforçar a garantia do sigilo imposto judicialmente

9) A signatária, presidenta da CPI, publicamente, desafia os deputados Coffy Rodrigues, Gilberto Capoani, Adislson Troca, Sandro Boka João Fischer, Pedro Westphalen, Iradir Pietroski e Luciano Azevedo, assim como pessoas investigadas (deputados José Otávio Germano, Alceu Moreira, Eliseu Padilha e o secretário de Estado Marco Alba a firmarem documento requerendo pessoalmente a quebra do sigilo à Justiça Federal, de modo a permitirem a exposição dos fatos à população do Rio Grande do Sul.

Somente assim, com total transparência, conseguirão provar que nada temem e que não estão encobrindo, ou no caso dos investigados, praticando a corrupção.

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