terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bateu o pavor na tropa de choque de Yeda


À medida em que os áudios liberados pela Justiça de Santa Maria vão sendo apresentados na CPI da Corrupção, aumenta o desespero na tropa de choque da governadora. Depois da exibição de 25 gravações de conversas entre integrantes da base aliada sobre a divisão da propina oriunda da fraude do Detran ontem (14) à tarde, os governistas apelaram na reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Aprovaram um requerimento do tucano Adilson Troca, questionando a legitimidade da decisão do presidente da CPI do Detran, Fabiano Pereira (PT), de não colocar em votação o plano de trabalho elaborado pelo relator daquela comissão de inquérito. Detalhes: o requerimento é de 2008 e a CPI do Detran encerrou os trabalhos em meados do ano passado.

Não é preciso muito conhecimento da rotina do Legislativo para perceber que o objetivo desta fanfarronice é atrapalhar o trabalho da CPI em curso. Afinal, a necessidade de aprovar um plano de trabalho, figura estranha ao Regimento Interno, tem sido a principal desculpa da base de Yeda para boicotar a comissão de inquérito.

A ânsia em obstruir a CPI é tão grande que nem o pedido de vistas para o requerimento apresentado por Fabiano Pereira foi aceito pelo presidente da comissão, Alceu Moreira (PMDB). Numa atitude, absolutamente, fora da praxe da Assembleia, o peemedebista ignorou a solicitação e partiu para a votação, engrenando a famosa patrola da maioria.

Não satisfeitos em legislar sobre matéria vencida na CCJ, os yedistas agora querem levar o assunto para votação em plenário. Sem dúvida, um constrangimento para todo o parlamento gaúcho e um inequívoco atestado de que o desespero começa a substituir a racionalidade na base governista.

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