terça-feira, 29 de setembro de 2009

Desrespeito geral



A escolha do presidente e da relatora da comissão que vai analisar a admissibilidade do pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius foi um exemplo de desrespeito total ao princípio da proporcionalidade estabelecido nas Constituições Federal e Estadual e que tem norteado a composição das comissões e da mesa diretora do Legislativo. Ao abandoná-lo, passou a valer a lógica da maioria, o que compromete o resultado final do processo.

Por 17 votos a 11, os deputados Pedro Westphalen (PP) e Zilá Breintenbach (PSDB) foram eleitos presidente e relatora. A oposição reivindicava uma das vagas e apresentou os nomes de Raul Pont e Gilmar Sossella como alternativa. Mas não deu outra. Com maioria e ignorando o argumento de que Westphalen é líder do governo na Assembléia e que a deputada Zila é presidente do PSDB e, portanto, não têm a isenção necessária para exercerem as funções, os governistas elegeram o presidente a e relatora.

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