segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Patrola total


A base yedista na CPI da Corrupção votou contra o requerimento solicitando o comparecimento de Delson Martini, ex-secretário Geral de Governo; Delacy Martini, pai de Delson; Chico Fraga, ex-secretário de governo de Canoas; Eduardo Laranja Fonseca, ex-proprietário da casa da governadora; Marcelo Albert, corretor de imóveis; e Pedro Ruas, vereador do PSOL.

Estas testemunhas estão relacionadas à compra da residência da governadora Yeda Crusius. Conforme denúncia encaminhada por Ruas ao Ministério Público de Contas, o imóvel teria sido vendido pelo dobro do preço que a governadora alega ter pago, R$ 750 mil.

Segundo o vereador, a casa adquirida pela governadora gaúcha logo depois das eleições de 2006 foi negociada um ano antes por R$ 1,4 milhão, quase o dobro do valor que Yeda alega ter desembolsado, isto é, R$ 750 mil. Os compradores chegaram a assinar um contrato de compra e venda e dar um sinal de R$ 70 mil. Posteriormente, desistiram do negócio.

Ruas lembra também que o mesmo corretor de imóveis que intermediou a compra da casa para a governadora, Marcelo Albert, rejeitou, anteriormente, uma oferta de R$ 1 milhão pelo imóvel. “A versão da governadora não é crível. Primeiro, o imóvel foi à venda por R$ 1,4 milhão. Depois, o corretor rejeitou uma oferta de compra de R$ 1 milhão por considerar o valor baixo. E, por fim, vendeu a mansão para Yeda por R$ 750mil”,aponta Ruas.

Já Delacy Martini teria sido o comprador do imóvel de Capão da Canoa, que Yeda diz que vendeu para comprar a casa. O apartamento estava bloqueado pela justiça para venda. Delson, o ex-secretarário, teria comprado o automóvel que a governadora alega ter negociado para comprar a mansão em Porto Alegre.

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