terça-feira, 22 de setembro de 2009

Indicação de Troca está comprometida


Na avaliação do líder da bancada petista, o conteúdo de dois áudios divulgados pela CPI da Corrupção ontem (21) comprometem a indicação do deputado Adilson Troca (PSDB) para a relatoria da comissão que irá analisar o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius. “As gravações evidenciam que o então relator da CPI do Detran, Adilson Troca, cedeu à chantagem de réus da Operação Rodin. Não podemos correr o risco de que isso se repita”, frisou Elvino Bohn Gass.

Nas interceptações, feitas pela Polícia Federal no dia 21 de maio de 2008, em pleno funcionamento da CPI do Detran, o ex-presidente da autarquia Flávio Vaz Netto afirma que voltará à comissão de inquérito - para “delatar o Delson Martini e a governadora” - caso Troca não defendesse a procuradora Andréa Vieira, que deixou a assessoria da CPI do Detran após ser flagrada repassando informações sobre as investigações para réus da Operação Rodin.

As gravações mostram que Vaz Netto teria incumbido o assessor PP, Sérgio Araújo, de avisar o tucano de que ele iria voltar à CPI e dizer que o ex-secretário Geral de Governo, Delson Martini, estaria pressionando para que o empresário Lair Ferst fosse reintegrado ao esquema com o objetivo de “produzir dinheiro” para pagar contas pessoais da governadora e do PSDB.

No dia 21 de maio, no início da sessão da CPI do Detran, Adilson Troca leu a carta da procuradora solicitando o seu afastamento da CPI e Vaz Netto silenciou. Ou seja, os fatos indicam que o deputado Troca recebeu os recados de Vaz Netto e agiu para que ele não cumprisse a ameaça de voltar à comissão de inquérito.

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