terça-feira, 6 de outubro de 2009

Presente para uma amiga intima



Os deputados Ronaldo Zulke, Adão Villaverde, Raul Pont, Marisa Formolo, Daniel Bordignon e Elvino Bohn Gass (PT); Raul Carrion (PcdoB); Miki Breier (PSB); Gilmar Sossella e Paulo Azeredo (PDT), representantes dos partidos de oposição que integram a comissão especial do impeachment, estão reunidos neste momento ouvindo gravações interceptadas pela Polícia Federal que, segundo eles, atestam que o parecer da deputada Zilá Breitenbach não tem consistência e distorce a posição do Ministério Público Federal e da justiça.

Segundo o deputado Ronaldo Zulke, que está conduzindo os trabalhos, o documento é "um relatório de uma amiga íntima para outra amiga íntima", isto é, da presidente estadual do PSDB para a sua governdora.

Zulke destacou que somente três das 24 páginas (18, 19 e 20) do relatório de Zilá analisam os documentos da ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal contra a governadora. "A relatora ignora que a juíza Simone Barbisan Fortes acolheu a ação dos procuradores e que, portanto, Yeda Crusius é ré. A única posição da justiça citada pela deputada Zilá diz respeito a uma decisão liminar sobre o não bloqueio dos bens da governadora, o que não significa que ela seja inocente", observou o parlamentar.

O deputado anunciou que amanhã, ao meio-dia, o mesmo grupo voltará a se reunir para analisar documentos reservados. "Se observarmos vínculo entre este material que está sob sigilo e os áudios que escutamos hoje, vamos sustentar, em relatório paralelo, que o parecer da deputada Zilá não está respaldado em fatos, mas na sua amizade e ligação partidária com a governadora", adiantou.

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